Polícia de SP desarticula fraude bancária que desviou mais de R$ 14 milhões
Ação policial cumpre 22 mandados de busca e cinco prisões contra grupo que sequestrou credenciais corporativas e lavou o dinheiro.
- Publicado: 23/04/2026 08:58
- Alterado: 23/04/2026 08:58
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Agência SP
A Polícia de SP deflagrou nesta quinta-feira a segunda fase da Operação Infidelitas. O objetivo da ofensiva é desarticular uma organização criminosa responsável por um prejuízo superior a R$ 14 milhões em instituições financeiras. Agentes da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber) cumprem 22 mandados de busca e apreensão.
Investigação da Polícia de SP revela engenharia social
Os criminosos acessaram credenciais corporativas para realizar transferências ilícitas. O bando utilizou táticas de engenharia social e contou com facilitação interna para sequestrar a identidade digital de uma conta empresarial. O controle total dos acessos permitiu a rápida distribuição do capital.
O dinheiro fluiu velozmente pelo sistema financeiro nacional. Os suspeitos realizaram transações via TED, PIX e pagamentos de boletos. Essa pulverização dificultou o rastreio imediato dos valores transferidos ilegalmente.
“Fomos procurados por uma instituição financeira após um desvio de R$ 14 milhões e iniciamos as investigações para descobrir as conexões e os beneficiários”, explicou Christian Nimoi, delegado responsável pelo caso.
Desdobramentos na capital paulista e no interior
A primeira etapa da ação policial identificou alvos estratégicos na hierarquia do grupo. Documentos e aparelhos apreendidos anteriormente embasaram as 5 ordens de prisão executadas hoje na capital. Um advogado envolvido no esquema cibernético está entre os detidos.
As diligências mobilizam 55 agentes civis em cidades da região metropolitana paulista, em Piracicaba e no estado de Goiás. A estrutura montada pelos investigados indica um modelo de negócios focado inteiramente na ocultação de patrimônio.
A análise técnica liderada pela Polícia de SP confirmou a alta sofisticação digital da quadrilha. Os investigadores buscam agora apreender bens de luxo e ativos comprados com o montante roubado para tentar ressarcir as vítimas.
O trabalho de inteligência do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) tenta mapear novos braços da rede criminosa. O alvo das autoridades é expor falhas críticas em sistemas corporativos. As prisões representam um avanço nas apurações coordenadas de forma ininterrupta pela Polícia de SP.