Polícia Civil realiza operação contra exploração infantil
Polícia cumpre mandados em Guararema e São Paulo para cessar rede de abuso e exploração
- Publicado: 03/02/2026
- Alterado: 09/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Michel Teló
Uma ação coordenada pela Polícia Civil de São Paulo nesta segunda-feira (9) desarticulou uma rede estruturada de exploração sexual infantil. Denominada Operação Apertem os Cintos, a ofensiva da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia (DHPP) cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão na capital paulista — incluindo o Aeroporto de Congonhas — e no município de Guararema.
A investigação, que teve início em outubro de 2025, revelou crimes estarrecedores que ocorriam há pelo menos oito anos. Até o momento, a operação resultou em duas prisões temporárias:
- Um piloto de avião (60 anos): Detido dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas. Ele é suspeito de abusar de vulneráveis e participar ativamente de uma rede de pornografia infantil.
- Uma mulher (55 anos): Presa sob a acusação de “vender” as próprias netas (de 10, 12 e 14 anos) para o piloto em troca de pagamentos.
Detalhes da investigação
O inquérito já identificou três vítimas diretas, com idades entre 11 e 15 anos. Segundo o DHPP, o esquema operava com divisão de tarefas e indícios de habitualidade. A lista de crimes investigados é extensa e demonstra a gravidade da violação à dignidade das vítimas:
- Estupro de vulnerável e favorecimento da prostituição;
- Produção, armazenamento e compartilhamento de pornografia infantojuvenil;
- Aliciamento de crianças, perseguição (stalking) e coação no curso do processo;
- Uso de documento falso.
A Operação da Polícia Civil em números

Para garantir a eficácia das buscas e a preservação de provas digitais, a Polícia Civil mobilizou:
- 32 policiais civis e 14 viaturas;
- 8 mandados de busca e apreensão contra quatro investigados;
- 2 mandados de prisão temporária (já cumpridos).
A Polícia Civil enfatiza que o objetivo principal da “Apertem os Cintos” é interromper imediatamente os abusos e proteger a integridade física e psicológica das crianças. Devido à complexidade do material apreendido, novas prisões e a identificação de outras vítimas não estão descartadas.