Polícia Legislativa conclui investigação de ameaças a Nikolas Ferreira

Autora de mensagens que ameaçavam Nikolas em rede social prestou depoimento e caso foi encaminhado ao Ministério Público Federal

Crédito: Divulgação/Câmara dos Deputados

A Polícia Legislativa Federal concluiu, em menos de dois meses, as investigações sobre as ameaças dirigidas ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) nas redes sociais. O caso ganhou repercussão após o parlamentar denunciar publicamente mensagens recebidas pelo perfil @melzinhodocao, na plataforma X (antigo Twitter).

Em 12 de setembro, o usuário publicou a frase: “Vou te matar a tiros, seu merda”, conforme relatou o próprio deputado. A responsável pelas mensagens, Brenda Laranja, foi identificada e prestou depoimento neste sábado (1º). O relatório final foi encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF), que avaliará as medidas cabíveis.

Investigada diz que postagem foi “em tom de sátira”

Durante o depoimento, Brenda afirmou ser filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT) no Espírito Santo, mas declarou ter planos de disputar um cargo político por outro partido. À Polícia Legislativa, ela alegou que a frase teria sido escrita “em tom de sátira”, segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles.

A corporação, no entanto, entendeu que o conteúdo representava ameaça real à integridade e à honra de Nikolas Ferreira. As provas coletadas durante as investigações incluem registros das publicações e testemunhos que confirmam a autoria das mensagens.

Outras pessoas também são investigadas

Nikolas Ferreira
Divulgação/Câmara dos Deputados

Além de Brenda Laranja, a Polícia Legislativa apura a participação de outros autores de ameaças contra Nikolas Ferreira. Entre eles está o policial militar reformado do Ceará, Veríssimo Torres, que teria feito publicações ofensivas após o deputado comentar sobre o assassinato do ativista norte-americano Charlie Kirk, em setembro.

Nikolas reagiu às intimidações nas redes sociais e chegou a divulgar o nome de usuários que celebraram o crime. Os envolvidos poderão responder pelos crimes de ameaça, injúria e incitação ao crime previstos no Código Penal.

Próximos passos

Com a conclusão do inquérito, caberá agora ao Ministério Público Federal decidir se apresentará denúncia formal à Justiça. A Polícia Legislativa reforçou que segue monitorando casos de ameaças e discursos de ódio contra parlamentares nas redes sociais, em cooperação com outros órgãos de segurança.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 02/11/2025
  • Fonte: Sorria!,