Polícia desarticula mega central de golpes em Guarulhos
Cerca de 60 pessoas foram conduzidas à delegacia
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 01/08/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
A Polícia Civil de São Paulo desarticulou uma mega central de golpes que operava em um prédio comercial de Guarulhos. A operação, batizada de Cavalo Fantasma, prendeu cerca de 60 pessoas e apreendeu mais de 50 computadores, celulares e documentos.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a central estava em pleno funcionamento, com os criminosos aplicando golpes em tempo real. No local, a polícia encontrou quadros com metas financeiras e roteiros de abordagem usados para manipular as vítimas.
O espaço abrigava sete empresas falsas, cada uma especializada em um tipo de golpe, como:
- Renegociação de juros em empréstimos consignados
- Financiamentos bancários
- Falsa regularização da Carteira Nacional de Habilitação (CNH)
As investigações iniciaram após uma mulher registrar um boletim de ocorrência contra uma empresa que oferecia regularização da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Ela recebeu uma mensagem informando que a CNH dela estava com irregularidades, sendo que a empresa ofereceu “ajuda”. Porém, não havia pendências na habilitação dela. Mesmo assim, a vítima teve um prejuízo estimado em R$ 9 mil entre o pagamento de taxas e transações feitas pelos golpistas após conseguirem os dados pessoais.
Policiais da 2ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco) prosseguiram com as investigações e identificaram o endereço da empresa falsa. Posteriormente, a Justiça expediu 11 mandados de busca, que foram cumpridos ontem.
“Conseguimos identificar que a empresa responsável por aplicar o golpe naquela mulher funcionava ali, mas depois constatamos o registro de outros seis Cadastros Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJs) diferentes funcionando no mesmo lugar. Os suspeitos ofereciam regularização na CNH, regularização de dívidas com juros abusivos, além de oferecer empréstimos às vítimas, nos quais elas precisavam pagar taxas para obter o dinheiro, que nunca era entregue”, revelou o delegado Danilo Correia, da 2ª Cerco.
Foi constatado que todos os CNPJs envolvidos tinham boletins de ocorrência registrados por outras vítimas.
Ainda segundo o delegado, os criminosos foram surpreendidos pelos policiais no local, sendo que alguns deles conversavam com vítimas em um aplicativo de mensagem para aplicar novos golpes.
Todos foram encaminhados ao 27° Distrito Policial, no Campo Belo, onde permaneceram presos por organização criminosa.