Polícia Civil prende trio que sequestrava caminhoneiros
Investigação do Dope desarticula grupo criminoso responsável por manter motoristas reféns na Grande São Paulo e roubar cargas pesadas.
- Publicado: 01/04/2026 11:38
- Alterado: 01/04/2026 11:38
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Agência SP
A Polícia Civil prendeu três suspeitos de integrar uma quadrilha focada no sequestro de motoristas em São Paulo. O grupo também operava o desmonte sistemático de veículos de grande porte. Agentes do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) deflagraram a operação nesta quarta-feira (1º).
Como a Polícia Civil rastreou os criminosos
O pesadelo das vítimas começava nas rodovias. Em abril do ano passado, criminosos abordaram um casal na Marginal Tietê sob o pretexto de um alerta falso sobre a carga. Essa tática forçou a parada do caminhão. Quatro homens renderam os ocupantes sob grave ameaça e os transferiram para outro veículo.
As vítimas foram mantidas em cárcere privado e obrigadas a fornecer senhas de celulares e dados bancários. O casal sofreu terror psicológico antes de ganhar a liberdade horas depois. A Polícia Civil localizou o caminhão dias após o crime em uma área rural de Suzano. O veículo já enfrentava o processo de desmanche clandestino.
Prisões na capital e Grande São Paulo
Investigadores mapearam os endereços e a rotina da organização criminosa. A força-tarefa cumpriu mandados na Água Branca, zona oeste paulistana, e no município de Guarulhos. Um quarto membro do bando continua foragido.
Equipes do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) garantiram o apoio tático à ofensiva. O cerco rápido impediu a reação ou fuga dos alvos principais.
Crimes imputados aos suspeitos
Transformar vias públicas em armadilhas atrai penas severas. Os detidos responderão por múltiplas infrações no sistema de justiça paulista:
- Roubo triplamente majorado.
- Extorsão.
- Associação criminosa.
- Cárcere privado.
Autoridades transferiram os acusados para a sede da delegacia especializada. Eles permanecem à disposição da Justiça. O cerco da Polícia Civil continua ativo para identificar possíveis financiadores do esquema e secar as fontes de lucro da organização.