Polícia Civil prende grupo que desviou 14 milhões de reais em SP

Em operação contra fraudes, a Polícia Civil bloqueia bens e prende suspeitos de desviar R$ 14 milhões de conta empresarial em São Paulo

Crédito: Governo de São Paulo/Divulgação

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nesta quinta-feira (23/04), a segunda fase da Operação Infidelitas para desarticular um esquema sofisticado de fraude bancária. A ação, coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), resultou na prisão de três suspeitos acusados de desviar mais de R$ 14 milhões de uma única conta empresarial na Capital. Entre os alvos principais da investigação estão um ex-gerente bancário, um advogado e um contador. 

Detalhes da Operação Infidelitas e prisões

A ofensiva mobilizou 55 agentes da 4ª Delegacia da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber). No total, a Polícia Civil cumpriu 22 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão em diversas localidades, incluindo a região metropolitana de São Paulo, Piracicaba e o estado de Goiás.

Até o momento, três investigados foram detidos, enquanto dois permanecem foragidos. O grupo é acusado de utilizar conhecimentos técnicos e acesso privilegiado para realizar as transações ilícitas.

“Essa operação é significativa, porque representa uma das linhas de enfrentamento do departamento, que é o crime organizado do colarinho branco, cometido por trás de um computador. As ações têm como objetivo descapitalizar essas quadrilhas”, afirmou o diretor do Deic, Ronaldo Sayeg.

Mecanismo da fraude e lavagem de dinheiro

As investigações apontam que a quadrilha obteve acesso a dados críticos por meio do ex-gerente da instituição financeira. Com o número da conta e senhas em mãos, os criminosos aplicaram técnicas de engenharia social para assumir a identidade digital dos responsáveis pela empresa.

Uma vez no controle do sistema, o montante foi pulverizado para evitar o rastreamento pela Polícia Civil. O esquema utilizava:

  • Transferências via TED e PIX;
  • Pagamento de boletos estruturados;
  • Contas de empresas de fachada (fantasmas).

Os bens dos cinco investigados foram bloqueados judicialmente e foram apreendidos ainda 14 celulares e 21 dispositivos eletrônicos, entre computadores, notebooks e HDs, além de veículos de luxo no valor total de R$ 4,5 milhões e R$ 145 mil em dinheiro

A primeira fase da operação já havia identificado a estrutura interestadual do grupo após a análise de materiais apreendidos em endereços vinculados a dois suspeitos iniciais. Agora, a Polícia Civil foca no aprofundamento das provas para identificar outros possíveis beneficiários do esquema de lavagem de dinheiro.

Os dispositivos eletrônicos apreendidos — incluindo HDs e notebooks — passarão por perícia técnica para mapear toda a rede de influência da organização criminosa e tentar recuperar o restante do capital desviado.

  • Publicado: 23/04/2026 18:41
  • Alterado: 23/04/2026 18:41
  • Autor: Gabriel de Jesus
  • Fonte: Agência SP