PMs são alvo de operação por escolta clandestina

Desdobramento da 'Fim da Linha' mira PMs que atuavam em esquema de lavagem de dinheiro no transporte

PMs são alvo de operação por escolta clandestina

Crédito: Divulgação

A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo deflagrou, nesta quarta-feira (04/02), uma operação para desarticular um esquema de segurança privada ilegal operado por PMs. A ação cumpre 16 mandados de busca e apreensão e três de prisão contra agentes suspeitos de prestar serviços a uma empresa de transporte público da capital sob investigação por elo com uma facção criminosa.

Conexão com a “Operação Fim da Linha”

As investigações são um desdobramento direto da Operação Fim da Linha, liderada pelo Ministério Público (Gaeco). As provas indicam que, entre 2020 e 2024, policiais militares não apenas atuaram na proteção patrimonial das empresas, mas também na escolta pessoal de empresários suspeitos de lavar dinheiro do tráfico de drogas e roubos.

O esquema funcionava dentro de duas concessionárias que, juntas, transportam milhões de passageiros diariamente na cidade de São Paulo. De acordo com as apurações, os policiais exerciam funções de gerência e execução da segurança, o que é expressamente proibido pelo regulamento interno da corporação.

Lavagem de dinheiro no transporte público

A investigação, que tramita na 2ª Vara de Crimes Tributários e Organização Criminosa, revela que as empresas eram utilizadas como fachada para ocultar bens e valores ilícitos da facção. A participação dos militares garantia a proteção de alvos estratégicos do crime organizado, permitindo que as atividades irregulares ocorressem sem alarde nos últimos quatro anos.

A operação atual contou com o compartilhamento de provas entre o Gaeco, o Cade e a Receita Federal, reforçando o cerco contra a infiltração de organizações criminosas nas estruturas do Estado e do transporte coletivo.

  • Publicado: 04/02/2026 15:27
  • Alterado: 04/02/2026 15:27
  • Autor: Larissa Rodrigues
  • Fonte: ABCdoABC