Plano de Segurança Viária de São Paulo avança para fase final

Primeiro plano estadual para a redução de mortes e lesões no trânsito de SP recebe manifestações em consulta pública até 19 de outubro

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A vida é a prioridade máxima das ações e políticas públicas de segurança viária.” Assim, o presidente do Conselho Estadual de Trânsito (Cetran-SP) e coordenador do Sistema Estadual de Trânsito de São Paulo (Sistran-SP), Frederico Arantes, abriu a segunda audiência pública para discussão do Plano de Segurança Viária do Estado de São Paulo (PSV-SP), que segue em consulta pública até 19 de outubro no portal do Cetran-SP. As contribuições recebidas na sessão desta quinta, disponível no canal do Cetran-SP no youtube, e na de terça-feira, realizada de modo presencial, serão agora consideradas na revisão do PSV-SP. A previsão é publicar o documento final em dezembro. 

Como na terça, a reunião teve início com a apresentação do plano, alicerçado em oito eixos que passam pela questão da velocidade, tema transversal por ser o principal fator de risco em vias e rodovias. Foi apresentado também o conceito de Visão Zero, pelo qual nenhuma morte no trânsito é aceitável, que embasa o PSV.

Diretora de Segurança Viária do Detran-SP, Roberta Mantovani ressaltou o trabalho colaborativo de construção do plano, com a participação de diversos atores, dos setores público e civil, e o forte engajamento dos municípios. Também destacou o uso de dados do Infosiga, um trabalho feito com base em evidências. 

Nas duas audiências, a apresentação foi seguida das manifestações dos inscritos, representantes de instituições e grupos diversos, dos pedestres aos caminhoneiros e motociclistas, parcela da população que mais perde vidas no trânsito. 

“Pleiteamos por mais capacitação para profissionais motofretistas, assim como a sensibilização das empresas que fazem a contratação destes profissionais, para que exijam a formação capacitada dos contratados”, disse Eliel Bezerra, da Associação dos Motofretistas Profissionais do Brasil (AMABR).

Danilo Costa, do Instituto Brasileiro de Direito de Trânsito, exaltou o viés horizontalizado do Plano, a partir da participação efetiva dos municípios. “O trânsito acontece nas cidades e foi essencial ouvi-las. É preciso também olhar para o transporte público e para os modais profissionais para avançarmos”, afirmou. 

“Certamente, a partir dessas contribuições, é possível concluir que teremos um grande Plano de Segurança Viária a ser apresentado à sociedade até o final deste ano, construído de forma coletiva”, disse Roberta. 

Participaram das audiências: AGTESP; ABCR – Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias; AmaBR (Associação dos Motofretistas de Aplicativos e Autônomos do Brasil); ANTT; BIGRS; Câmara Municipal de SP – Gabinete vereadora Renata Falzoni; Caminhoneiros Surdos do Brasil; CET; Corrida Amiga; Departamento de Trânsito Itanhaém/SP; DER; Detran-SP; EMDEC S/A; FGV CIDADES; Guarda Civil Municipal; Instituto Brasileiro de Direito de Trânsito; Instituto Cordial; Prefeitura de Itaoca; Polícia Militar do Estado de São Paulo-CPRv; Prefeitura de Nova campina Prefeitura de Paraibuna SP; Prefeitura Municipal de Cabrália Paulista; Prefeitura municipal de Cotia – Demutran; Prefeitura Municipal de Nova Campina; Sec. Mun. Trasp. Trânsito de Carapicuiba; Secretaria de Mobilidade Urbana de Barueri – SEMURB; Secretaria de Mobilidade Urbana e Transportes de Jandira; Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado; Secretaria dos Transportes Metropolitanos; Semutrans prefeitura de Embu-Guaçu; Trânsito & Educação e Rádio em Trânsito.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 10/10/2025
  • Fonte: Sorria!,