Adrilles Jorge registra boletim de ocorrência após ameaças de morte

O vereador Adrilles Jorge procurou a Polícia Civil de São Paulo após sofrer ataques nas redes sociais por críticas ao PL da Misoginia

Crédito: Divulgação

O vereador Adrilles Jorge (União Brasil) registrou um Boletim de Ocorrência (B.O.) na 2ª Delegacia da Divisão de Crimes Cibernéticos de São Paulo após sofrer ameaças de morte e ofensas em suas redes sociais. Os ataques ocorreram após o parlamentar manifestar oposição ao Projeto de Lei (PL) 896/2023, conhecido como PL da Misoginia, que atualmente tramita na Câmara dos Deputados.

A defesa de Adrilles Jorge sustenta que as mensagens, que incluem frases como “vai morrer por isso”, configuram um ataque orquestrado com o intuito de intimidar o exercício do mandato. A Polícia Civil investigará os autores das publicações, que podem responder pelos crimes de ameaça e injúria, com penas que podem chegar a dois anos de reclusão.

Críticas ao PL da Misoginia e repercussão

A polêmica teve início após um discurso de Adrilles Jorge no Plenário da Câmara Municipal de São Paulo. O parlamentar criticou o texto aprovado pelo Senado, argumentando que a proposta compromete a liberdade de expressão e cria um cenário de insegurança jurídica.

Para o vereador, a legislação, ao tentar combater o ódio contra mulheres, poderia gerar efeitos colaterais no mercado de trabalho e nas relações sociais.

“O PL da Misoginia é pavorosamente ruim. Ele não melhora em nenhum sentido a vida das mulheres, ao mesmo tempo em que criminaliza todos os homens”, declarou Adrilles Jorge na tribuna.

Entenda o Projeto de Lei 896/2023

O texto que gerou o posicionamento de Adrilles Jorge busca alterar a legislação brasileira para incluir crimes motivados por misoginia — definida como ódio ou aversão às mulheres — no rol de condutas punidas por discriminação ou preconceito. A proposta abrange desde injúrias até a incitação à violência de gênero.

Apesar da pressão de grupos de defesa dos direitos das mulheres, lideranças partidárias em Brasília decidiram que a matéria não deve entrar na pauta de votação da Câmara dos Deputados, ao menos até o fim do período eleitoral.

Detalhes do registro policial e trâmite:

  • Órgão Responsável: 2ª Delegacia da Divisão de Crimes Cibernéticos (DIG/DEIC).
  • Crimes Apurados: Ameaça (Art. 147) e Injúria (Art. 140) do Código Penal.
  • Status do PL 896/2023: Aguardando pauta na Câmara dos Deputados em Brasília.
  • Justificativa de Adrilles Jorge: Defesa da liberdade de expressão e proteção familiar.

O parlamentar afirmou que não recuará de seus posicionamentos e que o registro do B.O. serve como um alerta contra o que chama de “cultura ditatorial”. A investigação seguirá para identificar se as contas que atacaram Adrilles Jorge são perfis reais ou redes de bots.

  • Publicado: 11/04/2026 09:58
  • Alterado: 11/04/2026 09:58
  • Autor: Redação
  • Fonte: Vereador Adrilles Jorge