PL elege 19 e terá maior bancada do Senado desde 1988
PL elege 19 senadores nas Eleições 2026 e projeta bancada recorde de 28 parlamentares para o início da próxima legislatura
- Publicado: 05/10/2026 11:14
- Alterado: 05/10/2026 11:14
- Autor: Daniela Ferreira
O Partido Liberal (PL) deverá consolidar a maior bancada do Senado Federal a partir de 2027 ao eleger 19 senadores no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Com o resultado, a legenda alcançará 28 parlamentares na Casa.
As bancadas seguintes na projeção para a próxima legislatura aparecem com margem inferior: o PT contabilizará 9 senadores e o MDB somará 8 integrantes.
A ser confirmado na posse em fevereiro, o marco tornará o PL a maior bancada partidária no início de uma legislatura desde a promulgação da Constituição de 1988, superando o recorde do MDB (então PMDB), que iniciou o ano de 1999 com 27 senadores.
A expansão partidária no Senado reflete a renovação de dois terços das cadeiras em disputa no pleito nacional.
Marcas históricas, “dobradinhas” e bancada feminina
As 19 vagas conquistadas pelo PL representam 35,2% dos 54 assentos renovados nesta eleição. Foi a primeira vez sob a atual Carta Magna que uma única legenda venceu tantas disputas para o Senado em um mesmo pleito, superando as 14 cadeiras obtidas pelo PMDB em 1994 e 2010.

A sigla também conquistou “dobradinhas” ao eleger os dois senadores em disputa no Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia e Santa Catarina.
A eleição de 2026 registrou ainda o maior número de mulheres eleitas para o Senado na história do país, com 12 parlamentares vitoriosas nas urnas.
A bancada feminina no Senado passará a contar com 18 senadoras no início de 2027, atingindo sua maior representação histórica.
“A nova configuração partidária concentra forças e redefine a liderança das comissões temáticas na Casa a partir do próximo ano”, aponta a análise técnica da Agência Senado.
Suplências, segundo turno e indefinições jurídicas
O cálculo projetado para a próxima legislatura considera a saída de dois senadores com mandato até 2031 que foram eleitos governadores no primeiro turno:

- Minas Gerais: Cleitinho (Republicanos) assume o Executivo mineiro, cedendo a cadeira ao primeiro suplente Alex Diniz (PL).
- Paraná: Sergio Moro (PL) assume o governo paranaense, e a vaga fica com o suplente Luís Felipe Cunha (União).
O panorama definitivo ainda pode sofrer alterações com o resultado do segundo turno para governador em 25 de outubro. Caso Alan Rick (Republicanos-AC) vença no Acre, assumirá o suplente Gemil Júnior (PSD); se Omar Aziz (PSD-AM) for eleito no Amazonas, a vaga ficará com Cheila Moreira (PT).
No Paraná, a candidatura ao Senado de Deltan Dallagnol (Novo) aguarda deliberação do plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Se a indeferimento do registro for mantido pelo tribunal, uma nova eleição suplementar terá de ser convocada para a vaga.
Os relatórios completos da apuração e a composição das bancadas podem ser consultados no portal da Agência Senado e no sistema do Tribunal Superior Eleitoral.