São Paulo amplia rede de piscinões para combater alagamentos
No momento, a Prefeitura está com oito piscinões em construção e, nos últimos quatro anos, entregou seis novos reservatórios
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 22/10/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
A Prefeitura de São Paulo está investindo em uma série de obras voltadas à construção de reservatórios, conhecidos como piscinões, como parte de uma estratégia para aumentar a resiliência da cidade às mudanças climáticas.
Durante períodos de chuvas intensas, o que antes resultava em alagamentos em diversas áreas da capital agora é direcionado para esses reservatórios. Os piscinões atuam como verdadeiras “poupanças” para as águas pluviais, armazenando o excesso que, de outra forma, inundaria as ruas. Atualmente, existem oito piscinões em construção na cidade, enquanto nos últimos quatro anos foram entregues seis novos reservatórios com uma capacidade total superior a 853 mil metros cúbicos — o equivalente a mais de 340 piscinas olímpicas — demonstrando resultados efetivos na mitigação dos alagamentos.
Os investimentos feitos pela Prefeitura nos recentes piscinões somam R$ 1,6 bilhão e beneficiam diretamente mais de 815 mil moradores nas zonas Norte e Leste, incluindo residentes de bairros como Tucuruvi, Perus e Aricanduva.
Esses novos reservatórios integram uma rede de 55 piscinões planejados para reduzir os impactos das chuvas e evitar enchentes em regiões historicamente vulneráveis. Além disso, eles fortalecem a infraestrutura de drenagem da cidade, ampliando a capacidade da capital para enfrentar eventos climáticos adversos.
Um exemplo é o piscinão localizado sob a Praça Roberto Gomes Pedrosa, no Morumbi, que tem como objetivo captar as águas do Córrego Antonico e beneficiar aproximadamente 87 mil pessoas. Na região de Moema, um novo reservatório deverá atender 200 mil moradores sem necessidade de desapropriações. Na Zona Leste, as obras avançam nos córregos da Mooca, Lapenna e Rio Verde, enquanto na Zona Norte, os piscinões do Carumbé e do Bananal prometem aliviar as cheias que afetam a Brasilândia há décadas.
A relevância desses reservatórios tem crescido a cada temporada chuvosa. Com as mudanças climáticas provocando tempestades mais frequentes e intensas, os piscinões se tornaram essenciais na gestão da drenagem urbana. Ao reter água durante os picos das chuvas e liberá-la gradualmente, esses equipamentos ajudam a reduzir a pressão sobre os córregos e galerias pluviais, minimizando os riscos de transbordamentos e danos materiais.
O propósito final é incrementar a resiliência de São Paulo frente a eventos climáticos extremos e tornar o período chuvoso menos desafiador para seus habitantes. Cada piscinão finalizado representa um importante alívio para a cidade.
Resultados atingidos
A eficácia dos novos piscinões é evidenciada por dados recentes. Entre 2014 e 2024, a capacidade total dos reservatórios aumentou em 46%, enquanto o número de alagamentos diminuiu em 57% em comparação com o final dos anos 1990 — mesmo com volumes pluviométricos semelhantes. Aproximadamente 80% dos equipamentos destinados ao combate às cheias foram implementados após 2014.
Para alcançar esses resultados significativos, a atual administração realizou investimentos históricos em iniciativas preventivas e no combate às enchentes. No setor de drenagem, foram aplicados R$ 8,4 bilhões em obras, serviços e manutenção — um crescimento de 111% em relação ao período anterior. Além dos piscinões, a gestão municipal tem explorado soluções complementares como praças de infiltração, parques lineares com áreas inundáveis, canalização de córregos e novas galerias pluviais, formando um sistema integrado para prevenção.
Veja onde estão sendo construídos os novos piscinões:
Zona Oeste
Piscinão Antonico, Morumbi
Investimento: R$ 273,8 milhões
População beneficiada: 87.000 pessoas
Volume: 133.500 m³
Previsão de entrega: 2026
Zona Sul
Piscinão Ibijaú-Gaivota, Moema
Investimento: R$ 117,3 milhões
População: 200.000 pessoas
Volume: 24.000 m³
Previsão de entrega: 2027
Piscinão Morro do S, Capão Redondo
Investimento: R$ 179 milhões
População: 870.000 pessoas
Volume: 192.000 m³
Previsão de entrega: 2026
Piscinão Paraguai/Éguas, Vila Mariana
Investimento: R$ 166,1 milhões
População beneficiada: 200.000 pessoas
Volume: 110.000 m³
Previsão de entrega: 2027
Zona Norte
Piscinão Carumbé, Brasilândia
Investimento: R$ 56,2 milhões
População beneficiada: 240.000 pessoas
Volume: 9.200 m³
Previsão de entrega: 2026
Zona Leste
Piscinão Córrego da Mooca, Vila Prudente
Investimento: R$166,6 milhões
População (Censo IBGE/2022): 500.000 pessoas
Volume: 134.500 m³
Previsão de entrega: 2026
Piscinão no Córrego Lapenna, São Miguel Paulista
Investimento: R$ 67,1 milhões
População beneficiada: 14.000 pessoas
Volume: 33.300 m³
Previsão de entrega: 2026
Piscinão Jacupeval
Investimento: R$ 74,7 milhões
População beneficiada: 210.000 pessoas
Volume: 51.000 m³
Previsão de entrega: 2027
Efetividade dos piscinões entregues desde 2021
RIBEIRÃO PERUS
De acordo com dados do CGE, na região da Subprefeitura Perus, onde a atual gestão entregou três novos reservatórios entre 2024 e 2025, os pontos de alagamentos foram reduzidos de 15 em 2020 para 2 em 2025. Uma redução de 86,7%.
CÓRREGO PACIÊNCIA
De acordo com dados do CGE, na região da Subprefeitura Jaçanã Tremembé, onde a atual gestão entregou o Reservatório do Córrego Paciência em dezembro de 2021, os pontos de alagamentos foram reduzidos de 10, durante todo o ano de 2021, para 1 em 2025. Uma redução de 90%.
ARICANDUVA R3
De acordo com dados do CGE, a área no entorno do reservatório Aricanduva R3 (Rua Benedita de Paula Coelho, Travessa Homero Massena e Rua João Geraldo) entregue em 2022 pela atual gestão, chegou a registrar até 6 pontos de alagamentos por ano. Em 2025, não foram registradas ocorrências de alagamentos na região.
CÓRREGO TABOÃO
De acordo com dados do CGE, desde 2022, quando foi entregue o reservatório do Córrego Taboão, não foram registrados alagamentos no cruzamento das avenidas Aricanduva e Mazzaropi. Além disso, o novo equipamento de combate às cheias beneficia diretamente a Rua Dr. Mariano Cursino de Moura, Viela Sete, Rua Dorival Lorenço da Silva, Trav. Silvio Mamprim, Trav. Amélia Brandão, Rua Dante Marteletti, Rua Mário da Cunha Canto, Ra Frederico Severo, Rua Albano Laziale, Rua Adustina, Rua Arrabalde da Ponte, Rua Alora e Av. Belarmino Ferreira.