PF desmantela rede internacional de tráfico de drogas na Baixada Santista
Até o momento, três indivíduos foram detidos durante a operação, que visa cumprir 12 mandados de prisão e 10 ordens de busca e apreensão
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 11/06/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
A Polícia Federal (PF) deu continuidade à Operação Taeguk nesta quarta-feira (11), realizando a segunda fase de uma ação destinada a desmantelar uma rede criminosa que se especializou no tráfico internacional de drogas. A operação ocorre na Baixada Santista, litoral de São Paulo, um ponto estratégico para o transporte de entorpecentes, especialmente cocaína, para mercados internacionais.
Até o momento, três indivíduos foram detidos durante a operação, que visa cumprir 12 mandados de prisão e 10 ordens de busca e apreensão em várias localidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Na Baixada Santista, os mandados se concentram em Guarujá, Bertioga, Praia Grande e São Vicente.
A investigação revelou métodos sofisticados utilizados pela quadrilha, incluindo o emprego de mergulhadores para ocultar drogas nos cascos de navios. Esses mergulhadores operavam em portos brasileiros, especialmente no Porto de Santos, e eram responsáveis por colocar os entorpecentes em compartimentos submersos das embarcações. A primeira fase da operação ocorreu em novembro de 2024 e resultou na prisão de cinco suspeitos.
Conforme informações da PF, a atual fase da operação também busca responsabilizar os envolvidos no transporte de 1.600 kg de cocaína que foi interceptada em Cabo Verde, na África. A droga foi encontrada em um navio que partiu do litoral paulista com destino aos mercados europeu e africano.
A corporação detalhou que as táticas utilizadas pelo grupo incluíam não apenas o uso de mergulhadores, mas também a cooptação de tripulantes dos navios para facilitar a inserção e ocultação das drogas. Os envolvidos poderão enfrentar penas que ultrapassam 35 anos de reclusão devido à natureza transnacional do crime.
Além das prisões e apreensões materiais, o juízo competente determinou o bloqueio de bens da organização criminosa até o montante de R$ 310 milhões. Essa medida visa reduzir a capacidade financeira do grupo e reparar os danos causados pela atividade ilícita.
O nome “Taeguk” remete à bandeira da Coreia do Sul, país onde ocorreu a primeira apreensão relacionada ao esquema criminoso. A primeira fase da operação cumpriu mandados contra a mesma organização, resultando em detecções significativas no tráfico transnacional.
As investigações continuam a ser conduzidas pela PF em colaboração com outras agências locais para desarticular completamente essa rede complexa e interligada que representa uma séria ameaça à segurança pública.