Petrobras avança em licenciamento para exploração na Foz do Amazonas
"Estamos ofertando o maior e melhor plano de emergência individual que já se viu na indústria do petróleo em águas profundas no mundo", completou Chambriard
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 09/08/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, declarou que a companhia está próxima de alcançar um consenso sobre a licença necessária para iniciar as atividades de exploração na Foz do Amazonas. Durante um evento voltado ao empoderamento feminino nas instituições, Chambriard destacou a importância do dia 12, que pode ser decisivo para definir as condições e a data da Autorização Pré-Operacional (APO).
Chambriard revelou que já manteve conversas com o presidente do Ibama, que está ciente das informações apresentadas pela Petrobras e dos condicionamentos operacionais propostos. “Estamos oferecendo o maior e melhor plano de emergência individual que já foi elaborado na indústria do petróleo em águas profundas”, afirmou, enfatizando que a data da APO ainda não foi definida.
De acordo com informações publicadas pelo Estadão/Broadcast, a demora na autorização por parte do Ibama tem gerado descontentamento na estatal. A Petrobras enfrenta custos elevados, superando R$ 4 milhões por dia, para manter a sonda ODN II pronta para operação.
Em relação à possibilidade de um acordo com a BP (British Petroleum) sobre o campo Bumerangue, localizado no pré-sal da Bacia de Santos, Chambriard comentou que qualquer decisão dependerá da real viabilidade da área. Recentemente, a BP anunciou a perfuração do poço exploratório 1-BP-13-SPS no bloco Bumerangue, situado a 404 quilômetros do Rio de Janeiro.
Esse poço atinge um reservatório aproximadamente 500 metros abaixo da superfície e penetraram em uma coluna de hidrocarbonetos bruta estimada em 500 metros em um reservatório de carbonato de alta qualidade com uma extensão areal superior a 300 quilômetros quadrados. A BP começará análises laboratoriais para caracterizar o reservatório e os fluidos descobertos, visando obter informações adicionais sobre o potencial do bloco Bumerangue. As análises preliminares indicam níveis elevados de dióxido de carbono.
Chambriard finalizou afirmando que a Petrobras está satisfeita com os ativos atualmente sob sua posse e que, se surgir uma oportunidade atraente no contexto desejado pelo Brasil, não hesitarão em considerar essa proposta e quaisquer outras similares.