Corregedoria parlamentar avalia ações de deputados após tumulto no Plenário
Deputado Hugo Motta pede investigação sobre tumulto no plenário; polêmica gera reações intensas entre parlamentares nas redes sociais.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 09/08/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O deputado Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, protocolou um pedido formal à Corregedoria Parlamentar para investigar as condutas de parlamentares envolvidos em um recente tumulto no plenário. Este movimento surge após a ocupação do espaço por diversos deputados, que agora enfrentam denúncias e reações nas redes sociais.
A Mesa Diretora da Câmara decidiu encaminhar a situação à Corregedoria, que será responsável por avaliar os comportamentos dos parlamentares e sugerir possíveis sanções. O corregedor Diego Coronel (PSD-BA) ficará encarregado de propor as medidas adequadas após a análise do caso, que posteriormente deverá ser encaminhado ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.
As denúncias apresentadas pelo presidente Motta envolvem especificamente membros dos partidos PL (Partido Liberal), PP (Partido Progressistas) e Novo, totalizando 14 deputados citados até o momento. Este fato gerou uma série de reações entre os envolvidos.
A deputada Bia Kicis (PL-DF) expressou seu descontentamento com a possibilidade de punição, argumentando que isso poderia quebrar precedentes estabelecidos pelo Congresso Nacional. Em um vídeo compartilhado em suas redes sociais, ela ressaltou: “Punir seria romper com precedentes do Congresso Nacional”. Ela mencionou ainda um episódio de 2017, quando o Conselho de Ética decidiu arquivar uma denúncia contra senadoras que ocuparam a Mesa durante uma votação crucial.
O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) também se manifestou, afirmando que seu grupo enfrentará a situação com “coragem”, destacando que qualquer repercussão é insignificante comparada aos sofrimentos das vítimas dos eventos ocorridos em 8 de janeiro.
Marcel van Hattem (Novo-RS) descreveu as acusações como “absurdas” e criticou o que considera uma tentativa do PT e partidos aliados de silenciar manifestações pacíficas da oposição. Ele pediu ao Conselho que arquivasse as representações contra os parlamentares mencionados.
Por outro lado, o deputado Marcos Polon (PL-MS) incitou seus colegas a paralisarem as atividades nas Câmaras Municipais e Assembleias Legislativas, chamando à mobilização através de suas redes sociais.
Nikolas Ferreira (PL-MG) enfatizou a urgência de agir no presente para moldar o futuro e ressaltou a necessidade de sacrifícios. Enquanto isso, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) refletiu sobre a inevitabilidade das consequências legais das ações políticas, citando uma passagem bíblica sobre a lei da semeadura.
Por fim, o deputado Zucco (PL-RS) usou suas redes sociais para transmitir uma mensagem de resiliência, afirmando que mesmo diante das adversidades, eles permanecem firmes como “sementes” dispostas a prosperar.