Pet Contêiner dobra atendimentos em SP com 76 unidades

SP amplia rede veterinária gratuita com foco em cidades menores. Programa estadual prevê mais 39 instalações até o final de 2026.

Crédito: Divulgação/Governo de SP

O Pet Contêiner consolidou-se como a principal engrenagem da política pública paulista para descentralizar a assistência veterinária, garantindo presença em municípios que historicamente careciam desse suporte. Dados atualizados da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) confirmam a aceleração do cronograma: apenas em 2025, foram entregues 32 consultórios modulares, o dobro do volume registrado no ano anterior, quando 16 estruturas entraram em operação.

Desde o início do programa, em 2023, o estado já contabiliza 53 unidades funcionais. O foco estratégico recai sobre cidades de pequeno porte, onde a infraestrutura fixa de saúde animal costuma ser escassa ou inexistente. A meta da gestão estadual é ambiciosa: instalar outros 39 equipamentos até o encerramento de 2026, totalizando uma rede capilarizada de 92 pontos de atendimento (somando as entregas e as previsões).

Rebecca Politti, diretora estadual de Bem-estar Animal, enfatiza o impacto sanitário da iniciativa:

“O Pet Contêiner é uma ferramenta estratégica para cuidar da saúde e do bem-estar dos animais, especialmente em cidades que ainda não contam com atendimento veterinário público. Por meio do atendimento clínico básico, conseguimos prevenir doenças, orientar os tutores e garantir mais qualidade de vida para cães e gatos.”

Estrutura técnica e funcionamento do Pet Contêiner

Cada unidade modular possui 60 m² e sai de fábrica equipada como um consultório completo, projetado para realizar até 10 atendimentos diários. O modelo de gestão opera em regime de parceria: a Semil fornece e instala a estrutura física, enquanto as prefeituras assumem a responsabilidade pela inauguração, corpo técnico e manutenção rotineira.

Para municípios com orçamento restrito, o Pet Contêiner representa uma solução viável para o controle de zoonoses e assistência básica. A lista de localidades já contempladas abrange diversas regiões do estado, incluindo:

  • Região de Ribeirão e Norte: Brodowski, Cajobi, Colina, Cravinhos, Guariba, Jardinópolis, entre outras.
  • Centro e Oeste: Arealva, Bauru (Agudos), Dois Córregos, Osvaldo Cruz.
  • Litoral e Sul: Cananéia, Itariri, Pariquera-Açu, Sete Barras.

Rede de alta complexidade e investimentos

Enquanto as unidades modulares focam na atenção primária, o programa “Meu Pet” estrutura a retaguarda para casos graves. Esta vertente inclui clínicas de alvenaria voltadas para urgências, exames laboratoriais e cirurgias complexas. Atualmente, cidades como Araçatuba, Votuporanga e Santa Bárbara d’Oeste já operam com capacidade plena.

Em 2025, Sorocaba inaugurou sua unidade após um aporte estadual de R$ 8,65 milhões. Contudo, impasses burocráticos travam a expansão em polos importantes. A clínica de São José do Rio Preto aguarda definições municipais para iniciar o atendimento, situação similar à de Ribeirão Preto, que, mesmo com as obras físicas concluídas, permanece inoperante.

Somando todas as frentes, os investimentos estaduais em infraestrutura fixa para saúde animal alcançam a marca de R$ 43,6 milhões. O modelo híbrido, que une as clínicas regionais aos consultórios rápidos do Pet Contêiner, busca criar uma malha de proteção integral.

Controle populacional e canais de denúncia

Paralelamente à infraestrutura física, o governo intensificou as ações de controle reprodutivo. O programa Pro Pet SP, iniciado em dezembro de 2025, estipulou a meta de realizar 52,8 mil castrações até julho deste ano. Com um orçamento de R$ 10,5 milhões, a ação abrange 256 municípios, visando reduzir o abandono e a superpopulação de animais de rua.

A proteção animal também passa pela fiscalização. O estado mantém canais digitais robustos para o combate aos maus-tratos através da Delegacia Eletrônica de Proteção Animal (DEPA). O sistema permite denúncias anônimas e registrou um volume expressivo de interações:

  • Total desde 2023: 49,7 mil queixas.
  • Registros em 2025: 20,9 mil ocorrências.

A integração entre fiscalização ativa, controle de natalidade e a expansão da rede de atendimento primário via Pet Contêiner desenha o novo cenário da saúde pública veterinária em São Paulo.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 05/02/2026
  • Fonte: FERVER