Pesquisa revela maioria a favor da regulamentação de jogos de azar e cassinos no Brasil, aponta BrasilCasinos.com.br
Maioria dos brasileiros defende regulamentação dos jogos de azar sob regras rígidas, impulsionando o debate sobre o PL 2.234/2022 no Senado Federal.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 12/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Uma pesquisa nacional divulgada pelo Instituto DataSenado vem provocando repercussões importantes no debate sobre a regulamentação dos jogos de azar no Brasil, incluindo cassinos, bingos e outras modalidades. O levantamento, solicitado pelo senador Irajá (PSD-TO), mostrou que 60% da população brasileira é favorável à legalização desses segmentos, uma informação que ganha destaque no contexto de discussões legislativas ainda em andamento.
De acordo com o BrasilCasinos.com.br, um portal focado em análises independentes sobre cassinos online licenciados, jogos de azar e cenários regulatórios, esses números reforçam um movimento social que pode influenciar decisões políticas e econômicas nos próximos anos, sobretudo no ambiente do Senado Federal, onde o Projeto de Lei nº 2.234/2022 segue em debate.
O que diz a pesquisa DataSenado sobre a opinião pública
O estudo foi realizado entre 21 de fevereiro e 1º de março de 2025, com entrevistas a 5.039 brasileiros com 16 anos ou mais distribuídos por todas as unidades da Federação. A amostragem foi aleatória estratificada, representando mais de 170 milhões de pessoas, com margem de erro média de 1,72 ponto porcentual e nível de confiança de 95%.
Principais achados da pesquisa
Segundo o levantamento:
- 60% dos brasileiros declararam apoio à regulamentação de jogos de azar, incluindo cassinos, bingos e jogo do bicho.
- 34% são contrários à medida, enquanto o restante não tem opinião definida ou preferiu não responder.
- 70% acreditam que a proibição atual não reduz o jogo ilegal, indicando que a legislação vigente não teria o efeito desejado de limitar o mercado clandestino.
- 58% acreditam que a legalização aumentaria a arrecadação de impostos, reforçando argumentos econômicos a favor.
- 44% consideram que a medida poderia gerar mais empregos no país.
- 82% dos entrevistados defendem regras rigorosas contra lavagem de dinheiro e atuação de crime organizado no setor.
- 62% apoiam mecanismos de monitoramento para garantir transparência nos jogos, como fiscalização de máquinas e probabilidade de resultados.
- 77% consideram importante adotar medidas para prevenir dívidas relacionadas ao jogo.
Esses números apontam que, mesmo entre uma população que tradicionalmente teve reservas sobre a legalização dos jogos de azar, a maioria vê com bons olhos a permissão de atividades reguladas, desde que acompanhadas de mecanismos seguros de controle.
Entendendo o contexto político e legislativo
O Projeto de Lei nº 2.234/2022, em debate no Senado, propõe a regulamentação e fiscalização de jogos de azar no Brasil, incluindo cassinos físicos em resorts integrados, casas de bingo e outras modalidades hoje proibidas. Embora aprovado pela Câmara dos Deputados em 2022, o texto ainda enfrenta resistência e ajustes na Casa do Senado.
O objetivo do levantamento do DataSenado foi justamente fornecer subsídios à deliberação parlamentar, ajudando os senadores a compreenderem melhor a opinião pública sobre o tema, algo que pode influenciar na ampliação ou restrição de dispositivos no texto final.
Segundo o relatório oficial, o projeto inclui também medidas de prevenção ao jogo compulsivo, controle financeiro, requisitos de licenciamento e políticas de jogo responsável, refletindo a preocupação de parlamentares com os possíveis efeitos colaterais da legalização.
O impacto da opinião pública nos rumos da regulamentação
Pressão social e interesses econômicos
Dados como os apresentados pelo DataSenado têm sido utilizados por parlamentares e analistas para reforçar argumentos em favor da regulamentação. A percepção de que a proibição atual não reduz o jogo ilegal alimenta a tese de que uma legislação clara poderia trazer o segmento para um ambiente formal, com regras de fiscalização e proteção ao consumidor.
Além disso, o apoio de 58% dos entrevistados à arrecadação de impostos por meio da regulamentação é visto como um ponto forte em debates que envolvem tributação, turismo e emprego, segmentos que podem ser impactados pela legalização.
Especialistas ainda destacam que a opinião pública favorável tende a estimular investidores externos a olhar para o Brasil com mais atenção, sobretudo em um cenário global onde mercados regulamentados tendem a atrair capital e expertise, algo observado em países que já adotaram regimes claros para jogos de azar.
As visões de especialistas do BrasilCasinos
Segundo especialistas do BrasilCasinos, a pesquisa do DataSenado não apenas demonstra uma tendência de opinião favorável, mas também sinaliza que a sociedade brasileira estaria mais consciente sobre os potenciais benefícios de uma regulamentação estruturada.
“Os números mostram que os brasileiros não rejeitam a ideia de regulamentação simplesmente por tradição ou medo, mas sim com a expectativa de que isso venha acompanhado de controles rígidos e mecanismos de segurança”, indicam os analistas do portal.
O portal, que acompanha cenários nacionais e internacionais de iGaming e cassinos online licenciados, reforça que um debate regulatório que escute a opinião pública e incorpore mecanismos de proteção, conforme sugerido pela pesquisa, pode resultar em um modelo mais equilibrado e sustentável.
Essa voz especializada soma-se às discussões em torno do PL em tramitação, promovendo uma visão mais ampla e informada sobre os desafios e oportunidades relacionados à legalização dos jogos no Brasil.
O que vem pela frente
Com os dados do DataSenado nas mãos, parlamentares tendem a puxar o debate para uma discussão mais qualificada sobre regulamentação, considerando não apenas aspectos legais, mas também econômicos e sociais.
Ainda que a maioria dos brasileiros tenha expressado apoio à legalização, a complexidade do tema exige que o texto final do PL contemple salvaguardas que garantam segurança, prevenção à ludopatia, mecanismos de compliance e combate à lavagem de dinheiro, conforme ressaltado tanto na pesquisa quanto por especialistas consultados no meio do setor.
A expectativa é que, nos próximos meses, o Senado avance nas discussões e busque equilibrar os interesses da maioria da população com as exigências de proteção pública e estratégia regulatória.