Pavanato chama professores de ‘vagabundos’ na Câmara de SP
Vereador Lucas Pavanato gera tumulto ao ofender professores em greve durante aprovação de reajuste salarial parcelado em São Paulo
- Publicado: 17/05/2026 12:01
- Alterado: 17/05/2026 12:02
- Autor: Daniela Ferreira
- Fonte: ABC do ABC
A votação do Projeto de Lei 354/2026, que define o reajuste salarial dos servidores municipais de São Paulo, foi marcada por um forte tumulto no plenário na última quarta-feira (13). O vereador Lucas Pavanato (PL) causou indignação ao utilizar termos ofensivos como “vagabundos” e “burros” para se referir aos professores e profissionais da educação que realizavam greve contra a proposta da gestão Ricardo Nunes (MDB).
O Conflito no Plenário
As declarações foram proferidas enquanto Pavanato defendia o projeto do Executivo. A sessão precisou ser suspensa devido à tensão generalizada.
- A fala: “Quem faz greve não trabalha, é vagabundo. E se a carapuça serviu, o problema é de vocês”, afirmou o parlamentar.
- Reação: A vereadora Silvia Ferraro (PSOL) e outros parlamentares de oposição confrontaram Pavanato. Manifestantes nas galerias gritaram frases como “você nunca trabalhou na vida”.
O Reajuste Aprovado

Apesar dos protestos e da greve da categoria, o projeto foi aprovado em segunda votação por 35 votos a 16. Confira os detalhes do aumento:
- Índice total: 3,51%, dividido em duas parcelas.
- Maio de 2026: Reajuste de 2%.
- Maio de 2027: Reajuste de 1,48%.
Críticas da Oposição e Sindicatos
A bancada do PT e do PSOL classificou o índice como desrespeitoso, apontando que o valor fica abaixo da inflação acumulada. O Sinpeem (sindicato da categoria) reforçou que o projeto traz perdas salariais e prejuízos à carreira dos docentes, confirmando a continuidade da greve.
Contraste Salarial
O clima de revolta entre os servidores também foi alimentado pela disparidade entre o reajuste oferecido à categoria e o aumento aprovado pelos próprios vereadores em 2024:
- Servidores: 3,51% (parcelado até 2027).
- Vereadores: 37% de aumento, elevando os próprios salários para mais de R$ 26 mil a partir de 2025.