Lula e Flávio já empatavam antes do escândalo dos áudios
Analistas da FESPSP pontuam que estabilidade de Lula antecede impacto de escândalo que coloca Flávio Bolsonaro no centro de denúncias
- Publicado: 16/05/2026 16:01
- Alterado: 16/05/2026 16:02
- Autor: Daniela Ferreira
- Fonte: Assessoria
As novas pesquisas eleitorais dos institutos Datafolha e Quaest indicam um cenário de estabilidade e intensa polarização na disputa presidencial de 2026. Os dados mostram a interrupção da queda de popularidade do presidente Lula e a consolidação de Flávio Bolsonaro como o principal nome da oposição.
No entanto, analistas do Laboratório de Opinião Pública da FESPSP alertam que os resultados são uma “fotografia pré-crise”, pois a coleta de dados ocorreu dias antes das denúncias envolvendo o Banco Master.
Pontos Centrais da Análise

- Empate Técnico Acirrado: A disputa se organiza como um plebiscito entre lulismo e bolsonarismo, esvaziando alternativas de centro-direita como Zema e Caiado.
- Fator “Nem-Nem”: O impacto dos áudios entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro deve incidir sobre o eleitorado que não se identifica com nenhum dos polos, podendo ser decisivo para as próximas pesquisas.
- Respiro para o Planalto: A estabilização de Lula é atribuída a uma postura mais institucional (“estadista”) e ao efeito de políticas públicas como a isenção do IR e o programa Desenrola 2.
Perspectivas dos Especialistas
“A pesquisa Datafolha esteve em campo nos dias 12 e 13 de maio, ou seja, nos dois dias anteriores à revelação do áudio entre Flávio e Vorcaro. Os efeitos reais dessa crise serão percebidos apenas nos próximos levantamentos”, Beto Vasques, coordenador da FESPSP.
“O grupo bolsonarista deve usar os números atuais para defender resiliência, mas novas relações entre a família e o banqueiro preso podem afastar aliados e inviabilizar a candidatura no futuro”, Hilton Fernandes, cientista político.