Participação da China nas exportações brasileiras diminuiu em 2024

A proporção das exportações brasileiras destinadas à China diminuiu para 28,6%, em comparação aos 30,7% registrados em 2023

Crédito: Agência Brasil

O cenário comercial entre Brasil e China continua a revelar-se como uma dinâmica complexa, conforme novos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) nesta terça-feira (17). Embora a China permaneça como a principal parceira comercial do Brasil, as estatísticas referentes ao período de janeiro a novembro deste ano indicam algumas variações significativas.

De acordo com os números apresentados, a proporção das exportações brasileiras destinadas à China diminuiu para 28,6%, em comparação aos 30,7% registrados em 2023. Em contrapartida, o volume das importações provenientes da China aumentou consideravelmente, subindo de 21,9% para 24,1% no mesmo período.

A FGV atribui essa alteração a um crescimento nas exportações brasileiras para outros mercados, como os Estados Unidos e a União Europeia, que tiveram uma queda nas importações. Notavelmente, a Argentina também se destaca neste contexto; apesar da crise econômica que enfrenta, o país aumentou as compras de produtos brasileiros e intensificou suas vendas ao Brasil, especialmente no setor automotivo.

Em termos gerais, o saldo da balança comercial brasileira até novembro atingiu a marca de US$ 69,9 bilhões. As projeções da FGV indicam que o superávit no comércio exterior do Brasil pode variar entre US$ 74 bilhões e US$ 78 bilhões até o final deste ano.

Focando especificamente nas transações com a China, o Brasil já contabiliza um superávit significativo de US$ 31 bilhões, o que representa 44,3% do total acumulado na balança comercial até agora.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 17/12/2024
  • Fonte: Farol Santander São Paulo