Para CUT, mudança na Previdência é quebra de contrato
A declaração do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, de que a alteração na Previdência deve afetar trabalhadores na ativa foi criticada pela Central Única de Trabalhadores (CUT)
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 19/05/2016
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Para João Cayres, diretor nacional da entidade e secretário-geral da CUT/SP, alterações na Previdência para trabalhadores na ativa são uma quebra de contrato. “Não vamos aceitar isso, mexer com as pessoas que já estão no mercado de trabalho é mudar a regra no meio do jogo.”
A CUT também não concorda com a ideia de fixar a idade mínima. “Essa mudança é uma injustiça e vai prejudicar principalmente as pessoas mais pobres, porque elas geralmente começam a trabalhar mais cedo”, diz o secretário-geral da CUT/SP.
Na segunda-feira, o presidente em exercício, Michel Temer, convocou centrais sindicais para discutir a reforma da Previdência. A CUT decidiu não participar da reunião. “Não queremos negociar com um governo que consideramos ilegítimo e golpista, a Previdência está na nossa agenda de lutas junto com a questão do impeachment”, disse Cayres.
Para ele, a existência do rombo na Previdência é discutível. “O assunto precisa ser tratado com mais transparência para termos certeza de que há o rombo. Se existir, a solução talvez seja fazer uma reforma tributária em que as pessoas mais abastadas contribuam mais e compensem a Previdência.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.