Ônibus podem voltar a fazer paralisação hoje das 14h às 16h em SP
De acordo com o Sindimotoristas, a categoria promete fechar os 29 terminais municipais das 14h às 16h, caso não seja apresentada nova proposta por parte das empresas
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 16/08/2023
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Ontem, segundo o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores do Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindimotoristas), 17 mil ônibus pararam, e 55 mil trabalhadores ficarem paralisados por duas horas para protestar contra o aumento de 2,31% oferecido pelas empresas de ônibus
A proposta é menos da metade do que eles pedem: 5% de aumento real mais a inflação. A paralisação começou às 10h, terminou ao meio-dia e abrangeu os 29 terminais da cidade. Aqueles que não estavam nos terminais pararam nos corredores de circulação.
A categoria espera que as empresas e a prefeitura negociem novamente esse percentual e aumente o valor da proposta. Caso não sejam atendidos, pretendem fazer uma nova paralisação hoje, das 14h às 16h, e se não houver resultado decidirão em assembleia na sexta-feira (20) se farão greve.
“Na última rodada de negociação, os patrões ofereceram essa proposta vergonhosa e nós jamais vamos aceitar isso. A prefeitura está em negociação com os empresários que colocam obstáculos para que se chegue a um acordo com o sindicato, mas nós não devemos pagar por esse impasse. Nós não temos nada a ver com a crise. A crise não se mistura com o bolso do trabalhador”, disse Romualdo Santos Moraes, um dos representantes do Sindimotoristas.
Moraes ressaltou que os trabalhadores não pretendem prejudicar a população e, por esse motivo, resolveram fazer a paralisação fora o horário de pico. “Defendemos uma categoria. A população votou no prefeito. Nós jamais queremos prejudicar o cidadão que foi informado e tem que entender que também somos pai de família e temos que correr atrás dos nossos direitos”, explicou.
O presidente do SPUrbanuss, Francisco Chistóvam, enviou na tarde desta quarta-feira ofício ao sindicato dos motoristas pedindo para que não haja paralisação nesta quinta.
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), descartou na quarta-feira, 18, a possibilidade de ampliar o valor dos repasses para as empresas de ônibus e disse que os recursos seguem fórmula “parametrizada” e prevista em contrato. “Isso nós não faremos. Nem teríamos receita para isso. Vamos respeitar o contrato e vamos exigir que as empresas respeitem o contrato também”, disse.
Temendo “exageros” por parte dos trabalhadores e falta de consenso com os empresários, o prefeito afirmou que pode tomar atitudes semelhantes a anos anteriores, quando recorreu à Justiça para garantir o serviço à população, além do mínimo de frota circulante em caso de greve. Por isso, há um “esforço” da administração em promover o entendimento entre o patronato e os trabalhadores.
“Haverá pressão, na forma da lei, se houver necessidade. Para garantir um serviço essencial, a Prefeitura não vai se furtar a cumprir as suas obrigações. Enquanto for uma coisa razoável, dentro do estado democrático de direito, haverá compreensão. De um lado, estamos fazendo todos os esforços para que as partes se entendam. De outro, estamos olhando para o usuário, que não pode ser prejudicado”, explicou o prefeito.
Segundo Haddad, os advogados da SPTrans têm acompanhado a evolução das tratativas. “Se nosso entendimento for de que estão exorbitando o direito de manifestação, faremos como fizemos nos anos anteriores. Se tiver de recorrer à Justiça, vamos recorrer” afirmou o prefeito.