Padre Fernando Sapaterro, de Santo André, une massas artesanais, redes sociais e ação social

Com raízes italianas e vocação religiosa, padre Fernando Sapaterro transforma sua paixão pela cozinha em projetos que alimentam o corpo e a alma, com destaque para os programas “Prece na Cozinha” e “Oremus Pasta”.

Crédito: Divulgação

A paixão de padre Fernando Sapaterro, pároco na igreja Sagrado Coração de Jesus, em Santo André, pelas massas artesanais começou bem antes da batina, ainda nas raízes familiares. “Uma parte da minha família é de origem italiana, né? Então, a gente sempre teve contato com massa, dentro de casa”, contou o sacerdote. A tradicional macarronada de domingo marcou a infância e criou laços profundos com a culinária afetiva.

Mas o amor pelas massas ganhou novos contornos quando ele morou na Itália durante um ano. “Aquilo que já era uma paixão aumentou. O gosto ficou muito maior”, relembra. Essa vivência internacional foi essencial para aprimorar seu paladar e sua técnica, plantando a semente dos projetos que hoje unem fé, alimento e solidariedade.

“Prece na Cozinha”: fé e culinária compartilhadas nas redes

Um dos projetos de destaque de Fernando Sapaterro é o programa “Prece na Cozinha”, transmitido pelas redes sociais. Nele, o padre compartilha receitas, histórias e orações, humanizando sua figura religiosa e revelando o homem que ama cozinhar tanto quanto pregar.

“A minha vida de padre também é uma vida comum, como qualquer outra. E cozinhar é algo que me traz muita satisfação”, explica. O projeto surgiu ainda no seminário, onde ele já era conhecido por preparar pratos saborosos para os colegas.

Em cada vídeo, oração e receita caminham juntas. “Tudo que eu faço na cozinha também é acompanhado de oração, de prece”, destaca. O programa conquistou seguidores pela autenticidade e pelo acolhimento transmitido por meio das telas.

Oremus Pasta: massa com propósito social

Padre Fernando Sapaterro

Além dos vídeos, Fernando Sapaterro também comanda o “Oremus Pasta”, projeto em que produz massas artesanais que são vendidas, mas com um diferencial essencial: parte significativa da produção é destinada à doação para famílias em situação de vulnerabilidade.

“O primeiro objetivo não é vender, mas proporcionar algo feito com carinho e oração para a mesa das pessoas. A ação social está sempre junto do projeto”, afirma. Segundo ele, várias famílias são alimentadas com as massas preparadas artesanalmente, em uma verdadeira corrente de solidariedade.

Os bastidores da fama nas redes sociais

Mesmo com naturalidade diante das câmeras, Fernando confessa que ainda sente vergonha ao gravar. “Vergonha eu sempre tenho, eu continuo tendo. Pode parecer que eu não tenho, mas eu tenho”, brinca. Ainda assim, ele acredita que o esforço vale a pena para levar alegria e espiritualidade ao público.

A produção dos vídeos é feita com ajuda de amigos e apoiadores, que colaboram na gravação, edição e divulgação. “Tem sempre um pessoal que me acompanha, que auxilia, que ajuda. Vai fazendo com que a gente coloque isso nas redes sociais e partilhe”, explica o padre, hoje uma figura querida no universo digital católico.

Top 5 massas artesanais do padre Fernando Sapaterro

Com tanta experiência e criatividade na cozinha, Fernando revelou seu “top 5” de massas preferidas:

  1. Lasanha: feita com massa extremamente fina, é a campeã de elogios.
  2. Tortele de amaretto: recheado com biscoito de amaretto, traz um sabor doce e sofisticado.
  3. Ravioli de mussarela de búfala com limão siciliano: uma combinação refrescante e elegante.
  4. Ravioli de costela com cebola caramelizada: invenção que nasceu de uma inspiração repentina e se tornou sucesso absoluto.
  5. Panquilhone de quatro queijos: um clássico repaginado com muito sabor.

Começar a fazer massas é mais simples do que parece

Para quem deseja seguir o mesmo caminho e começar a produzir massas artesanais, Fernando Sapaterro garante que a base está na boa vontade. “A primeira coisa que tem que ter é boa vontade. Se a pessoa já tiver isso, ela está com mais da metade do caminho vencido.”

Segundo ele, a técnica não é difícil. “Produzir massa é uma coisa muito simples. Basta ter uma pequena aplicação, e a pessoa vai saber lidar com isso facilmente.”

Uma polêmica da culinária: cortar ou não cortar o espaguete?

Por fim, o padre Fernando Sapaterro não fugiu de uma polêmica clássica entre os amantes da cozinha italiana. Perguntado se é permitido cortar o espaguete, respondeu de forma enfática: “De forma alguma. Você só vai cortar o espaguete se for pra picar ele e colocar numa sopa. Caso contrário, jamais.”

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 23/06/2025
  • Fonte: Fever