Pacientes com alta médica ocupam leitos por falta de abrigo em Bauru-SP

Crise na saúde em Bauru: 27 pacientes aguardam alta sem acolhimento e 49 esperam internação; impasse entre governo gera indignação.

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A situação da saúde pública em Bauru, São Paulo, se torna cada vez mais alarmante. Com hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) enfrentando uma intensa sobrecarga, a cidade registra um aumento de quase 150% nos atendimentos, enquanto a demanda por internações continua crescendo.

No Hospital Estadual Manoel de Abreu, um total de 27 pacientes que já receberam alta médica permanecem internados, não por necessidade clínica, mas devido à falta de opções de acolhimento. Estes indivíduos estão em condições de vulnerabilidade social e aguardam assistência da Secretaria Municipal de Assistência Social para que possam ser realocados.

O que diz a Secretaria Estadual de Saúde?

Conforme informações fornecidas pela Secretaria Estadual de Saúde, a situação desses pacientes é complexa. Eles não podem ser liberados sem um local adequado para onde ir, o que perpetua a ocupação dos leitos hospitalares. Até a tarde desta terça-feira (17), o portal da prefeitura registrava 49 pessoas na lista de espera por internação, incluindo uma idosa de 63 anos que aguarda há uma semana.

Prefeitura de Bauru reconhece o problema e busca soluções

A Prefeitura de Bauru reconheceu o problema e informou que está em negociação com o governo estadual para implementar um projeto que ofereça assistência às famílias necessitadas. Contudo, a administração municipal ressaltou que, neste momento, não possui recursos financeiros suficientes para viabilizar completamente esse projeto, o que leva à necessidade de diálogo contínuo com o Estado. Em contrapartida, a Secretaria Estadual de Saúde afirma que a responsabilidade pelo acolhimento dos pacientes recai sobre a prefeitura.

Em meio a esse impasse entre as esferas governamentais, o vereador Edmilson Marinho da Silva Júnior (Lokadora – Podemos) tomou a iniciativa de protocolar uma representação junto ao Ministério Público e à Defensoria Pública do Estado. O vereador expressou sua indignação em relação à falta de colaboração entre os dois níveis de governo e destacou a gravidade da situação que contribui para o colapso do sistema de saúde local.

“O hospital não pode ser tratado como abrigo ou hotel. É fundamental que o Estado e o Município estabeleçam um diálogo eficaz para encontrar uma solução digna para esses pacientes, assegurando seus direitos à saúde e ao atendimento humanizado”, afirmou Marinho.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 17/06/2025
  • Fonte: Farol Santander São Paulo