Os sonhos que ficam para trás

Uma crônica sobre escolhas, renúncias e o reencontro com a paz que nasce quando aceitamos os sonhos que deixamos para trás

Crédito: Ilustração criada por IA (ChatGPT/OpenAI)

Sempre que vejo um avião riscando o céu, uma pontada de curiosidade me atinge: para onde ele leva aquelas pessoas? E, mais do que isso, como estaria a minha vida se tivesse embarcado no sonho de ser comissária de voo? A verdade é que essa resposta, para mim, permanecerá um mistério. Abri mão daquele desejo e, sinceramente, até hoje me pego refletindo sobre o motivo.

Será que o medo de arriscar foi mais forte? Ou será que o destino, de fato, tinha outros planos para mim? Prefiro acreditar na segunda opção, no destino traçado. Afinal, nada acontece em vão; o que hoje parece um mistério, amanhã se revela um sentido.

Por um tempo, a imagem de uma aeromoça realizada me assombrava, um fantasma de um futuro não vivido. Mas quem pode garantir que eu seria feliz assim? Que garantias a vida oferece?

Chegou um ponto em que decidi dar um basta nesses pensamentos que só me puxavam para baixo. Olhei para a minha vida atual, aceitei seus contornos e percebi o quão boa ela é. Ela seguiu o caminho que tinha que seguir, e nesse processo, fui, e sou, feliz.

A pista pode ter sido outra, mas o voo, sim, tem sido bom!

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  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 07/07/2025
  • Fonte: Secult PMSCS