Orlando Morando defende mudanças contra “porta giratória” do crime
Ex-secretário paulista propõe revisão da audiência de custódia e redução da maioridade penal para evitar reincidência de infratores.
- Publicado: 20/08/2026 11:09
- Alterado: 20/08/2026 11:09
- Autor: Thiago Antunes
O candidato a deputado federal e ex-secretário de Segurança Urbana de São Paulo Orlando Morando cobrou alterações profundas na legislação brasileira nesta quarta-feira (19). O político participou do evento Cosecurity Experience em São Paulo, onde criticou a reincidência de infratores libertados rapidamente pelas autoridades. O modelo atual funciona como uma engrenagem falha na contenção de delitos e expõe as limitações do sistema de justiça.
A tecnologia atua de forma decisiva no monitoramento urbano e precisa de respaldo jurídico contínuo. O sistema de videomonitoramento inteligente gerido pela Prefeitura de São Paulo soma mais de 3.000 foragidos da Justiça presos e 6.000 criminosos detidos em flagrante. A integração dessas ferramentas digitais avançadas esbarra na fragilidade das leis vigentes.
Orlando Morando propõe revisão de penas e custódia
“Não adianta só modernizar a forma de prender, precisamos modernizar as leis para acabar com a impunidade”, afirmou Orlando Morando. O gestor defende a redução da maioridade penal e o endurecimento de trechos específicos do Código Penal. O objetivo central das mudanças propostas visa extinguir a dinâmica sistêmica conhecida popularmente como porta giratória do crime.
Investimentos maciços em inteligência artificial identificam suspeitos com rapidez inédita nas vias públicas. O programa Smart Sampa já resultou na apreensão de mais de 3.400 veículos envolvidos em ocorrências. Todo o aparato tecnológico perde eficácia prática quando o sistema judiciário devolve o indivíduo detido ao convívio social sem uma punição adequada.
Integração entre setores público e privado
A união de esforços corporativos e estatais cria uma rede colaborativa voltada para a prevenção de ocorrências nas cidades brasileiras. “Acreditamos muito no conceito de segurança colaborativa para prevenir crimes, identificar ocorrências e contribuir com o trabalho das forças”, destacou o cofundador da CoSecurity Luciano Caruso. Parcerias desse tipo ampliam consideravelmente a capacidade de resposta imediata das polícias nas ruas.
Especialistas debatem constantemente novos formatos para transformar grandes volumes de dados visuais em ações de proteção populacional. O encontro do setor reuniu executivos e gestores interessados em aplicar inovações de mercado na rotina policial de forma escalável. Ao aliar sistemas modernos a um rigor jurídico maior, diretrizes como as defendidas por Orlando Morando buscam reestruturar o cenário de segurança nacional em longo prazo.