Operação desmantela rede de fabricação ilegal de armas no Rio

Operação no RJ prende ex-cabo do Exército e desmantela fábrica clandestina de armas, revelando a luta contra o tráfico de armamentos na região

Crédito: Tânia Rêgo - Agência Brasil

Na última quinta-feira (13), uma operação coordenada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro resultou na prisão do ex-cabo do Exército, Carlos Henrique Martins Cotrin, e na apreensão de um arsenal significativo. A ação, que visou combater a produção e o comércio ilegal de armas, munições e acessórios bélicos, foi realizada simultaneamente em diversas localidades do Rio de Janeiro e no estado do Paraná.

Operação da Polícia Civil:

Polícia Civil
Tomaz Silva/Agência Brasil

A investigação foi impulsionada por dados coletados em operações anteriores, onde dispositivos eletrônicos foram analisados. As evidências obtidas revelaram uma complexa rede de comunicação entre fabricantes e compradores, com transações ilegais envolvendo armamentos tanto permitidos quanto restritos.

Cotrin era proprietário de um ponto clandestino de fabricação de armas localizado nos fundos de sua residência em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Durante a ação policial, ele tentou escapar pelo fundo do imóvel, mas acabou sendo capturado.

A Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) está à frente das investigações. O delegado Luiz Otávio Franco confirmou que a empresa de Cotrin tinha um papel ativo no conserto de armas para milícias locais e também na fabricação de fuzis destinados à venda online, com preços que variavam entre R$ 50 mil e R$ 60 mil.

Além da prisão de Cotrin, cinco outros indivíduos foram detidos em uma segunda fábrica na Baixada Fluminense. No local foram apreendidas diversas armas, incluindo pistolas, revólveres, um fuzil, carregadores e munições. As operações evidenciam a grave situação da criminalidade armada na região.

No estado do Paraná, a polícia prendeu Márcio Marcelo Ivanklo em sua residência, onde mais de 80 armas foram encontradas. Ivanklo era responsável pela comercialização de armamentos e munições através de plataformas digitais como grupos no WhatsApp. Ele já possuía antecedentes criminais, tendo sido detido anteriormente pela Polícia Federal em 2008.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, destacou a importância da operação ao afirmar: “Essa ação demonstra que estamos utilizando inteligência e tecnologia para desarticular redes que financiam a violência no estado.” Os resultados desta operação revelam um esforço contínuo das autoridades para combater a fabricação ilegal de armamentos e restaurar a ordem pública nas comunidades afetadas.

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  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 14/11/2025
  • Fonte: Farol Santander São Paulo