PM de SP prende procurado em operação contra a gangue do quebra-vidro

Ações das polícias de São Paulo intensificam patrulhamento nas ruas e combatem a rede de receptação de celulares roubados no trânsito.

Crédito: Governo de São Paulo/Divulgação

A operação contra quebra-vidros deflagrada na quarta-feira (10) pela Polícia Militar de São Paulo resultou na prisão de um foragido da Justiça por roubo. As equipes realizaram 462 fiscalizações nas zonas Sul, Oeste e região central da capital paulista.

O objetivo da mobilização é reprimir os roubos contra motoristas parados em congestionamentos. O policiamento ocupou cruzamentos, semáforos e corredores viários mapeados pelo serviço de inteligência policial.

Balanço da operação contra quebra-vidros na capital

Durante sete horas de patrulhamento, os agentes abordaram 273 pessoas e vistoriaram 189 veículos. Os policiais apreenderam 356 porções de entorpecentes e emitiram 85 multas por infrações diversas.

A presença estratégica das equipes em pontos críticos amplia nossa capacidade de prevenção, aumenta as chances de flagrante e contribui para retirar das ruas indivíduos envolvidos em práticas criminosas”, afirmou o coronel Alexandre Vilariço, coordenador operacional da corporação.

A tática de saturação envolveu o uso de motocicletas, suporte aéreo e tecnologias de monitoramento. As tropas especializadas fecharam o cerco nas vias comerciais de maior fluxo de pedestres.

Ação foca no cerco a receptadores

Simultaneamente à operação contra quebra-vidros nas ruas, a Polícia Civil cumpriu 19 mandados de busca e apreensão. Os agentes da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Disscpat), ligada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), investigam a cadeia logística das quadrilhas.

Batizada de Contrafeixe, a ofensiva investigativa procura desarticular a rede ilícita que lucra com os furtos nos semáforos. A meta é asfixiar financeiramente os criminosos que encomendam e revendem os aparelhos eletrônicos subtraídos no meio do trânsito.

Eles são a linha de frente desse mercado clandestino. Se não houver quem compre e revenda os aparelhos, não haverá incentivo para a prática desses delitos”, explicou o delegado Fernando Santiago.

O trabalho contra o mercado paralelo ataca o incentivo financeiro das gangues especializadas. O enfrentamento estruturado do problema exige a manutenção contínua da operação contra quebra-vidros para impedir o avanço dessa modalidade criminal nas vias da cidade.

  • Publicado: 11/06/2026 10:54
  • Alterado: 11/06/2026 10:54
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: Agência SP