Novo teste de Alzheimer detecta doença antes dos sintomas
Exame experimental busca identificar biomarcadores no sangue e antecipar diagnóstico de alterações metabólicas.
- Publicado: 20/02/2026
- Alterado: 17/12/2025
- Autor: Daniela Penatti
- Fonte: Patati Patatá Circo Show
Cientistas da Universidade do Norte do Arizona estão desenvolvendo uma metodologia experimental capaz de revolucionar o diagnóstico do Alzheimer. A promessa é identificar a condição muito antes que as falhas de memória ou outros sinais clínicos clássicos se tornem evidentes para o paciente ou seus familiares.
A pesquisa foca na detecção de mudanças sutis no organismo, visando antecipar o tratamento e oferecer melhores perspectivas no combate a essa enfermidade neurodegenerativa.
Foco no metabolismo cerebral
A premissa da investigação baseia-se no fato de que o Alzheimer pode começar a se manifestar biologicamente anos antes da percepção cognitiva do declínio. Frequentemente, quando o diagnóstico clínico ocorre, a doença já atingiu estágios avançados, limitando a eficácia das intervenções.
Por isso, a busca por biomarcadores precoces tornou-se uma prioridade na ciência médica. O estudo concentra-se especificamente no uso da glicose, que atua como o combustível fundamental para funções cerebrais vitais, incluindo:
- Memória;
- Raciocínio;
- Processamento emocional;
- Movimentos.
Embora as anomalias no metabolismo da glicose sejam características das fases iniciais do Alzheimer, mensurá-las sempre foi um desafio logístico. Métodos tradicionais exigem procedimentos invasivos ou equipamentos complexos, inviáveis para triagem em massa. A nova proposta visa contornar isso através de simples amostras de sangue.
Inovação com microvesículas
Para viabilizar o teste, os pesquisadores aprimoraram técnicas anteriores que utilizavam insulina intranasal para acessar o ambiente cerebral. Agora, o foco está nas microvesículas.
Estas pequenas partículas são liberadas pelas células e circulam livremente na corrente sanguínea. Elas atuam como “mensageiras”, carregando informações biológicas sobre o estado atual do cérebro. Ao analisar essas microvesículas, a equipe espera detectar marcadores que sinalizem a presença do Alzheimer sem a necessidade de punções ou exames de imagem de alto custo.
Diagnóstico na fase assintomática
A grande expectativa em torno deste novo método é a capacidade de rastrear alterações metabólicas enquanto o paciente ainda está na fase assintomática. Identificar a doença neste estágio permitiria um acompanhamento médico proativo e a aplicação de terapias focadas em retardar a progressão do Alzheimer.
Atualmente, o teste passa por validação em voluntários saudáveis. As próximas etapas da pesquisa envolvem a comparação desses dados com grupos de indivíduos que apresentam comprometimento cognitivo leve e pacientes já diagnosticados, garantindo a precisão e a eficácia da nova ferramenta diagnóstica.