Nova prova do CNU terá código de barras para evitar erros

Medida busca evitar falhas no preenchimento do cartão-resposta

Crédito: MGI

A segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) contará com um sistema de código de barras para minimizar erros no preenchimento do cartão-resposta. A mudança ocorre após a primeira edição do certame ter sido alvo de contestações judiciais devido a problemas de identificação das provas.

O anúncio foi feito pela ministra de Gestão e Inovação, Esther Dweck, em entrevista concedida à Folha de S.Paulo. Segundo a ministra, a implementação desse sistema evitará que candidatos sejam prejudicados por falhas no registro das respostas, uma das principais críticas da edição anterior.

Publicação do edital pode atrasar

O termo de referência para contratação da banca organizadora está previsto para ser divulgado na primeira quinzena de abril, o que pode adiar a publicação do edital para maio. O atraso se deve à demora na aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA), conforme explicou a ministra.

Dweck destacou que a nova edição do concurso trará um edital único para os oito blocos temáticos, ao contrário da versão anterior, que teve oito editais distintos. Além disso, duas novas carreiras serão incluídas: uma voltada ao desenvolvimento socioeconômico e outra às políticas de justiça e defesa.

Falhas na primeira edição motivaram mudanças

O primeiro CNU, realizado em agosto do ano passado, registrou 2,1 milhão de inscritos, dos quais 970 mil compareceram às provas. O certame ofereceu 6.640 vagas em 21 órgãos federais, com salários de até R$ 22,9 mil. No entanto, erros como a falta de preenchimento correto do cartão-resposta levaram à eliminação de candidatos, decisão posteriormente revertida na Justiça.

Além disso, problemas na distribuição de provas foram relatados, como o caso de candidatos do Recife (PE) que receberam cadernos errados. Outro ponto polêmico envolveu a exigência de prova de títulos para o cargo de Analista Técnico de Políticas Sociais (ATPS), o que inicialmente não constava no edital.

“Apesar dessas questões que geraram aprendizados importantes, o concurso foi homologado e não houve decisão judicial que impedisse sua realização”, afirmou a ministra.

Lei das Greves avança no Congresso

Outro tema abordado pela ministra foi o avanço na discussão sobre a Lei das Greves no serviço público. A proposta busca equilibrar o direito de paralisação dos servidores com a necessidade de manter atividades essenciais em funcionamento. O projeto também tratará da negociação salarial dos servidores e deve ser encaminhado ao Congresso ainda no primeiro semestre deste ano.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 29/03/2025
  • Fonte: Sorria!,