Nicki Minaj enfrenta críticas após elogiar Trump em evento
Aos 43 anos, Nicki Minaj vê rejeição crescer nas redes sociais após elogiar JD Vance e participar de fórum da direita americana
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 23/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Nicki Minaj, um dos maiores nomes do hip hop global, está no centro de uma tempestade digital que redefine sua relação com o público. A rapper passou a enfrentar uma forte onda de rejeição após manifestar publicamente simpatia ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e abraçar pautas conservadoras. O estopim da crise ocorreu neste domingo (21), durante sua participação em um evento do Turning Point USA, organização voltada ao público jovem de direita, onde a artista não poupou elogios à chapa republicana.
No palco, Nicki Minaj apontou Donald Trump e o vice-presidente JD Vance como líderes autênticos e capazes de estabelecer uma conexão direta com a “gente comum”. A declaração foi recebida com entusiasmo pelos presentes, mas gerou uma reação imediata e negativa em suas bases digitais, historicamente compostas por minorias e grupos progressistas.
O impacto do alinhamento político de Nicki Minaj
A controvérsia ganhou camadas ainda mais complexas quando a artista foi vista ao lado de Erika Kirk, viúva do ativista Charlie Kirk. A presença de Nicki Minaj em círculos ligados ao espólio político de Kirk, assassinado em setembro na Universidade Utah Valley, consolidou a percepção de uma guinada ideológica definitiva. Para muitos fãs, essa aproximação rompe com a trajetória da cantora, que por décadas foi um ícone de diversidade e da comunidade LGBTQIA+.
O reflexo dessa mudança foi instantâneo nas plataformas de streaming e redes sociais. Milhares de usuários anunciaram boicotes e deixaram de seguir a rapper, questionando a coerência entre seu novo discurso e as pautas raciais que ela defendeu ao longo da carreira. O desgaste institucional de Nicki Minaj também foi alimentado por publicações recentes interpretadas como transfóbicas, o que, segundo a agência AFP, reacendeu críticas que a acompanham há anos.
Reações no mundo do entretenimento e indiretas de artistas
A postura de Nicki Minaj ecoou fortemente entre seus pares na indústria da música e do entretenimento. Kim Petras, por exemplo, utilizou suas redes para publicar mensagens enfáticas em defesa de crianças trans logo após a repercussão do evento, um gesto que o mercado interpretou como uma resposta direta à rapper. Outras figuras públicas também se manifestaram:
- Tammy Rivera: Questionou publicamente o que motivaria a presença da estrela em fóruns conservadores.
- D.L. Hughley: O comediante apontou sérias incoerências entre o atual posicionamento da cantora e a história do hip hop norte-americano, gênero fundamentado na resistência social.
Autonomia ou risco de carreira?
Para especialistas, o movimento de Nicki Minaj é uma aposta de alto risco em um cenário de polarização extrema. Embora possa atrair um novo nicho de apoiadores, o movimento ameaça parcerias comerciais e o legado construído com sua base original de fãs.
Em entrevista à AFP, Jeetendr Sehdev, especialista em marcas de celebridades, ofereceu uma perspectiva diferente sobre a estratégia: “A aproximação de Nicki Minaj com o universo de Donald Trump não é apenas sobre política partidária. Trata-se de uma afirmação de autonomia e resistência ao que ela percebe como cultura do cancelamento. Ela quer ser vista como alguém que não deve explicações a ninguém e que defende sua liberdade de expressão acima de tudo”, analisou. O tempo dirá se essa defesa da independência custará à “Rainha do Rap” o seu domínio nas paradas de sucesso.