Músico de São Caetano cria vaquinha para lançar 1º álbum

O músico de São Caetano abriu uma vaquinha virtual para arrecadar fundos e concluir as etapas finais de gravação de seu primeiro disco

Crédito: Divulgação

Com mais de duas décadas de estrada na música e carimbo em turnês internacionais, o baterista, compositor e pesquisador sul-caetanense Pablo Marchatto recorreu à uma vaquinha online para tirar do papel seu primeiro álbum autoral.

A campanha de financiamento coletivo para o disco “Pablo Marchatto & Coletivo Camalote” fica aberta para doações do público até o dia 13 de julho.

O projeto, que vem sendo gestado de forma independente há quase dez anos, busca arrecadar recursos para bancar os custos das fases finais de produção, como a mixagem, masterização, prensagem dos discos físicos e a divulgação do material no mercado fonográfico.

Bagagem internacional e cria da Fundação das Artes

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Nascido em São Caetano do Sul, Pablo iniciou sua trajetória artística ainda na infância dentro da tradicional Fundação das Artes da cidade. Ao longo da carreira, passou por escolas renomadas de música e construiu uma bagagem sólida acompanhando grandes nomes da MPB, do blues e da música de raiz, como João Bá, Roberta Campos, Katya Teixeira e Sérgio Duarte.

Sua formação também cruzou fronteiras. O baterista morou no exterior, foi bolsista na Irlanda, estudou ritmos flamencos na Espanha e tocou ao lado de nomes do jazz e do blues internacional, como o cantor norte-americano Leon Beal. Recentemente, ele também lançou o livro “Maracatu, uma tradição cultural brasileira”, fruto de suas pesquisas sobre ritmos nacionais.

Um disco que nasceu de um presente de família

O álbum autoral não foi planejado de início. A primeira composição surgiu despretensiosamente em 2017, quando Marchatto escreveu a música instrumental “Março” para presentear sua mãe. A experiência despertou o desejo de explorar novas misturas entre letras e harmonias, iniciando um processo de criação que durou quase uma década.

Gravado ao lado do Coletivo Camalote banda formada por Raquel Bernardes (voz), Yuri Augusto (guitarra), Breno Rodrigues (piano) e Maurício Gerace (baixo), o repertório final terá entre sete e oito faixas autorais. As músicas mesclam as raízes da MPB com o jazz contemporâneo, trazendo influências de ícones como Toninho Horta, Almir Sater e Egberto Gismonti.

O nome do coletivo faz referência aos camalotes, plantas flutuantes que navegam pelos rios do Pantanal.

“Vejo esse disco assim. Ele nasceu a partir da colaboração de muitas pessoas, ganhou vida própria e agora precisa seguir o curso do rio para encontrar seu destino”, explica o músico.

Como apoiar e receber recompensas

Qualquer pessoa pode contribuir com a vaquinha virtual do projeto. Em troca do apoio financeiro, os participantes recebem recompensas exclusivas dependendo do valor doado.

Uma das cotas especiais de apoio, no valor de R$ 250, dá direito a:

  • Um exemplar do CD físico autografado;
  • Um brinde exclusivo do projeto;
  • Um ingresso para o show intimista de pré-estreia do álbum, que acontecerá logo após o encerramento das gravações.
  • Publicado: 24/06/2026 18:20
  • Alterado: 24/06/2026 18:20
  • Autor: Daniela Ferreira
  • Fonte: Assessoria