Mogi das Cruzes registra queda nos casos de dengue

Mogi das Cruzes teve redução de 98,66% nos casos de dengue em 2025, sem óbitos, devido a ações de prevenção e vacinação na população

Crédito: PMMC

Na última avaliação dos índices de dengue, Mogi das Cruzes apresentou um declínio impressionante nos dados de 2025 em comparação com 2024. A redução observada foi de 98,66%, englobando notificações, casos positivos, autóctones e óbitos. Este resultado é creditado ao esforço contínuo da Prefeitura local, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar, focado na prevenção e conscientização ao longo do ano anterior.

No ano de 2024, o município registrou alarmantes 28.291 notificações, com 19.419 casos positivos, dos quais 8.840 eram autóctones, além de contabilizar 23 óbitos. Em contraste, os dados de 2025 mostraram uma queda significativa para 2.703 notificações, apenas 262 casos positivos e 126 autóctones, sem registros de mortes.

A secretária municipal de Saúde e Bem-Estar, Rebeca Barufi, ressaltou a importância desse avanço: “A redução significativa dos casos e a ausência de óbitos demonstram que investir em prevenção, informação e cuidado com as pessoas salva vidas. Este resultado foi construído através de planejamento cuidadoso, equipes comprometidas e a ativa participação da população”.

Apesar do cenário positivo, a administração municipal não se acomoda e intensifica as medidas contra a dengue durante o período caracterizado por temperaturas elevadas e chuvas frequentes, condições que favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Dados da Vigilância em Saúde revelam que o índice de infestação predial em 2025 foi de 0,69%, inferior ao valor registrado no ano anterior, que foi de 1,11.

Entre as principais ações implementadas está a vacinação de adolescentes com idades entre 10 e 14 anos, disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs). Entre os anos de 2024 e 2025 foram aplicadas um total de 25.650 primeiras doses e 14.736 segundas doses do imunizante.

O Núcleo de Prevenção e Controle de Arboviroses (NPCA) continua com um trabalho de campo robusto, realizando visitas domiciliares para bloqueio de criadouros e tratamento químico em áreas mais críticas. O monitoramento se estende também à aplicação de larvicidas em locais estratégicos utilizando drones. No total, mais de 17,5 mil imóveis foram inspecionados em diferentes bairros da cidade ao longo do ano passado.

Além disso, o serviço “Zap Dengue” é uma ferramenta acessível via WhatsApp pelo número (11) 99918-6070, onde a população pode reportar situações suspeitas e obter informações sobre sintomas e unidades de saúde disponíveis. Os números SIS 160 e 162 estão à disposição para orientações médicas relacionadas à Vigilância em Saúde.

A Prefeitura de Mogi das Cruzes também mantém a distribuição de repelentes para gestantes em acompanhamento pré-natal e ampliou as brigadas contra a dengue nas instalações públicas.

Jefferson Leite, diretor de Vigilância em Saúde de Mogi das Cruzes, enfatizou que o monitoramento é um esforço contínuo: “Nossas equipes estão atentas em toda a cidade. Contudo, a colaboração da população é crucial para impedir que o mosquito encontre espaço para reprodução”.

Vacinação contra a dengue em Mogi das Cruzes

Vacinação contra HPV é prorrogado em Cubatão
José Cruz/Agência Brasil

A vacina contra a dengue está acessível para o público prioritário na faixa etária de 10 a 14 anos. A aplicação ocorre de segunda a sexta-feira das 8h às 16h30 em todas as UBSs e USFs. Algumas unidades oferecem atendimento até às 18h: Alto Ipiranga, Vila Suíssa, Santa Tereza, Ponte Grande, Vila Natal e USF Nova Jundiapeba. Para se vacinar, é necessário apresentar documento pessoal do adolescente acompanhado por um responsável, caderneta vacinal atualizada e comprovante de residência ou cartão SIS.

Os endereços das unidades podem ser consultados no site oficial da prefeitura de Mogi das Cruzes: www.mogidascruzes.sp.gov.br.

Cuidados necessários contra a dengue

Dengue - Dia D
Divulgação/Fiocruz

A Prefeitura reforça que a participação ativa da população é fundamental para manter os índices baixos da doença. Entre os cuidados recomendados estão:

  • Caixas d’água vedadas adequadamente;
  • Calhas limpas e niveladas;
  • Galões, tonéis e tambores bem fechados;
  • Pneus sem água armazenada e cobertos;
  • Garrafas e baldes posicionados com a boca para baixo;
  • Ralos limpos com tela protetora;
  • Bandejas de ar-condicionado livres de água acumulada;
  • Plantas como bromélias sem acúmulo d’água;
  • Vasos sanitários fechados quando não utilizados;
  • Lonas esticadas corretamente;
  • Piscinas e fontes devidamente protegidas;
  • Descarte correto dos materiais sem uso;
  • Atenção especial nas obras em construção.
  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 27/01/2026
  • Fonte: FERVER