Linha 17-Ouro avança com Estação Morumbi 99% concluída

Conexão estratégica com Linha 9 e ciclovia marca reta final das obras que ligarão Aeroporto de Congonhas à malha de trilhos.

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A aguardada Linha 17-Ouro entra em fase decisiva com a finalização de uma de suas paradas mais estratégicas na zona sul de São Paulo. A Estação Morumbi atingiu a marca de 99% das obras civis executadas, consolidando-se como o ponto mais adiantado do novo ramal de monotrilho.

Este avanço físico prepara o terreno para a conexão direta com a Linha 9-Esmeralda e o acesso facilitado à ciclovia do Rio Pinheiros. No momento, as estruturas principais — incluindo cobertura, acessos, áreas de circulação e portas de plataforma — já estão finalizadas.

O foco das equipes de engenharia agora se volta para os acabamentos finos. Isso inclui a aplicação da identidade visual, sinalização definitiva e a instalação do piso tátil. O projeto paisagístico externo também está em andamento, garantindo as vias de entrada integradas à ciclovia.

Luiz Henrique Altopiedi, coordenador de Obras da Linha 17-Ouro, reforça que a evolução é perceptível nos detalhes funcionais já instalados.

“A estação Morumbi comprova o avanço em função de várias coisas que vemos aqui, como lixeiras, bancos de plataforma, todas as caixilharias, guarda-corpo e todos esses tipos de fechamento. Então, a estação realmente está bastante avançada.”

Infraestrutura da Linha 17-Ouro prioriza integração

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Para garantir a operacionalidade do sistema, o Metrô de São Paulo acelerou a implantação tecnológica necessária para a inauguração. Desde janeiro, ocorre a instalação da linha de bloqueio (catracas), etapa crucial para o início dos testes de fluxo de passageiros.

A complexidade da Linha 17-Ouro exige a sincronização de diversos componentes técnicos antes da abertura ao público. Fernando Sapia, coordenador de Implantação de Sistemas, detalha o progresso atual:

“Nós já estamos na parte de conclusão de todos os sistemas da estação. O de alimentação elétrica está praticamente concluído, agora estamos focando nos sistemas auxiliares e telecom. Auxiliares são os sistemas de escada rolante, elevador, iluminação e tomada, sistemas de bomba.”

Além dos sistemas internos, testes rigorosos de comunicação e sinalização estão em andamento. Essas aferições abrangem tanto os equipamentos da estação quanto os de via, preparando o trilho para a circulação segura dos trens.

Capacidade e Sustentabilidade

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A magnitude da Estação Morumbi reflete a demanda projetada para o ramal. São 8 mil m² de área construída, distribuídos entre plataformas, mezanino e passarelas. A estrutura foi desenhada para suportar um fluxo superior a 25 mil passageiros por dia útil, oferecendo:

  • 8 escadas rolantes;
  • 4 elevadores de alta capacidade;
  • 10 bloqueios (catracas);
  • Bicicletário com 120 vagas.

O projeto arquitetônico da Linha 17-Ouro também incorpora soluções sustentáveis. A estação utiliza ventilação e iluminação natural para reduzir o consumo energético, além de possuir sistemas de captação de água pluvial para limpeza e irrigação.

Impacto na mobilidade urbana

A conclusão desta estação é um passo fundamental para a mobilidade da capital paulista. Ao conectar-se com a Linha 9-Esmeralda, a nova parada facilitará o acesso a regiões vitais como Pinheiros, Santo Amaro e Osasco.

O entorno receberá baias para integração com linhas de ônibus, criando um hub de transporte multimodal. Com a operação prevista para março de 2026, o ramal beneficiará cerca de 100 mil passageiros diariamente.

A frota exclusiva de trens já começou a ser entregue, com 8 composições estacionadas no Pátio Água Espraiada. Com 6,7 km de extensão e oito estações planejadas, a Linha 17-Ouro cumprirá a missão de integrar o Aeroporto de Congonhas à rede metroferroviária, reduzindo drasticamente o tempo de deslocamento na cidade.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 27/01/2026
  • Fonte: FERVER