Mauá trata 91% do esgoto e antecipa a meta de 2033

Nova Linha Fina: Com R$ 260 milhões investidos, a cidade aprimora a infraestrutura de rede e eleva a coleta e tratamento de esgoto a patamares de referência

Crédito: Divulgação

O saneamento básico é a espinha dorsal da saúde pública e da qualidade ambiental de qualquer município. A excelência nesse serviço é definida por duas etapas cruciais: a coleta de esgoto, que consiste em recolher toda a água residual de banhos, cozinhas e descargas, e o tratamento subsequente. O efluente é transportado por uma complexa malha de tubulações — as redes coletoras — até as Estações de Tratamento (ETEs), onde é processado e, finalmente, devolvido aos rios e córregos sem provocar danos ao meio ambiente. Em Mauá, na Região Metropolitana de São Paulo, o panorama do saneamento atingiu um patamar notável, tornando-se referência no país.

A cidade não apenas investiu em sua infraestrutura, como colhe os frutos de uma transformação que parecia distante. Mauá se destaca por ter alcançado, dez anos antes do prazo, as ambiciosas metas estipuladas pelo Novo Marco do Saneamento, que estabelece o índice de 90% da população atendida com os serviços de coleta e tratamento de esgoto até o ano de 2033. Atualmente, o município ostenta os percentuais de 95% de coleta de esgoto e impressionantes 91% de tratamento do efluente.

Investimento de R$ 260 milhões alavanca a coleta e tratamento de esgoto

Arquivo/PMM

O salto nos indicadores de saneamento foi um feito notável, especialmente considerando o cenário histórico. Há pouco mais de duas décadas, a realidade de Mauá era desafiadora: o índice de coleta alcançava apenas 77%, e, o mais grave, a cidade contava com um índice de tratamento de esgoto de 0%. Isso significa que todo o volume de efluente era descartado in natura nos corpos d’água.

A mudança de patamar foi impulsionada pelos investimentos da BRK, concessionária responsável pelos serviços, que já aplicou mais de R$ 260 milhões na ampliação e modernização do sistema de esgotamento sanitário. Com uma rede coletora que hoje se estende por mais de 615 quilômetros de tubulações, esse investimento maciço permitiu uma evolução fundamental no processo de despoluição dos córregos e cursos d’água que cruzam o município.

A gestão do sistema exige um compromisso contínuo com a inovação. A BRK implementa uma administração dos serviços que foca na modernização constante das redes coletoras por meio de extensões e trocas programadas. Tais intervenções são cruciais para aperfeiçoar a infraestrutura e assegurar que o serviço de coleta e tratamento de esgoto se mantenha eficiente para a população.

Tecnologia de filmagem nas redes para diagnóstico preciso

Para garantir uma gestão operacional cada vez mais eficiente e assertiva, a concessionária utiliza a tecnologia no monitoramento de suas tubulações. Quando necessário, a equipe realiza procedimentos de filmagem interna das redes de esgoto. Com a inserção de uma câmera de vídeo especializada, é possível mapear as condições reais das tubulações, o que permite o diagnóstico rápido de problemas.

O uso dessa tecnologia de inspeção é fundamental para localizar entupimentos, identificar rompimentos, e encontrar ramais de esgoto ou poços de visita que tenham sido pavimentados. Viviane Moraes, gerente de operações da BRK em Mauá, ressalta a importância do método: A partir da filmagem interna das redes, conseguimos constatar com precisão a origem do problema quando este é existente e atuar de forma assertiva para sua devida resolução”.

A luta contínua contra o descarte irregular e os entupimentos

Resíduos - Esgoto em Mauá - BRK
Divulgação/BRK

Embora a infraestrutura de coleta de esgoto esteja em pleno avanço, a concessionária enfrenta um desafio diário: o despejo irregular de lixo nas tubulações. É crucial ressaltar que a rede de esgoto é projetada para transportar majoritariamente material líquido (99%), com uma capacidade mínima para sólidos (1%).

  • Restos de construção civil: Materiais como pedras, cimento, madeira, plástico e papelão são rotineiramente encontrados.
  • Descartes de banheiro: Itens como papel higiênico, fio dental, absorventes, cabelos, cotonetes, tecidos e fraldas descartáveis são grandes vilões.
  • Resíduos de cozinha: Restos de comida e, principalmente, óleo e gordura, que endurecem e formam blocos de obstrução.

Esses materiais sólidos provocam obstruções graves, o que mobiliza as equipes de manutenção. De janeiro a setembro deste ano, a BRK realizou a limpeza preventiva de 100 quilômetros de tubulações. No mesmo período, foram registrados 1.068 atendimentos por ocorrências de entupimento, resultando em uma média de 118 casos por mês na cidade.

A limpeza preventiva e programada, incluindo ações noturnas em vias de grande circulação — como as avenidas Barão de Mauá, Castelo Branco, Papa João XXIII, Antônia Rosa Fioravanti, João Ramalho e Itapark —, é essencial para evitar transtornos. Segundo Viviane Moraes, “A manutenção contínua das tubulações contribui para a estabilidade do sistema, permitindo maior eficiência operacional e reduzindo riscos de transtornos causados por obstruções”.

A dimensão do problema do lixo na rede é ilustrada pelo volume de resíduos removidos. Somente no primeiro semestre deste ano, foram retiradas 9,45 toneladas de resíduos durante a limpeza dos sistemas de gradeamento e dos desarenadores das Estações Elevatórias de Esgoto (EEEs) e das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs).

A melhoria nos serviços de coleta e tratamento de esgoto em Mauá é mais do que um avanço técnico; é uma medida de saúde pública e sustentabilidade. Condições sanitárias adequadas são uma poderosa proteção contra diversas doenças, elevando diretamente a qualidade de vida da população. A BRK garante a prestação ininterrupta dos serviços de operação e manutenção, atuando 24 horas por dia, todos os dias da semana, e mantendo um canal de atendimento (0800 771 0001) para falar com os clientes.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 28/11/2025
  • Fonte: Teatro Liberdade