Marcopolo leva ônibus elétrico a Confins e estreia novo padrão no Brasil
Aeroporto mineiro torna-se o primeiro do país a operar ônibus elétricos da Marcopolo em áreas de embarque e desembarque
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 06/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte/Confins – Tancredo Neves deu um passo simbólico e prático rumo à mobilidade de baixo carbono. O terminal tornou-se o primeiro aeroporto do Brasil a operar com ônibus 100% elétricos Attivi Integral, desenvolvidos integralmente pela Marcopolo, para as áreas de embarque e desembarque. A entrega, feita pela filial mineira da fabricante gaúcha, marca o início de uma transição energética que começa pelo pátio do aeroporto e aponta para uma mudança mais ampla no transporte de passageiros.

Em um primeiro momento, dois ônibus passam a integrar a rotina operacional do aeroporto, com foco em eficiência, conforto e sustentabilidade. Com capacidade para 81 passageiros – 41 sentados e 40 em pé –, os veículos foram configurados para otimizar a circulação de pessoas e o transporte de bagagens de mão, além de atender plenamente aos padrões de acessibilidade, com três portas que facilitam o fluxo. Ar-condicionado, monitores, sistema de áudio e vídeo e carregadores USB estão à disposição dos usuários.
Autonomia pensada para a operação aeroportuária

A autonomia de até 280 quilômetros e o tempo de recarga estimado em cerca de quatro horas tornam o modelo especialmente adequado à operação aeroportuária, caracterizada por trajetos curtos, alta frequência e grande rotatividade de passageiros. “Este fornecimento representa mais um avanço da Marcopolo para colaborar com a transição energética do Brasil, consolidando o trabalho da companhia no desenvolvimento de soluções de transporte mais sustentáveis”, afirma Ricardo Portolan, diretor de Operações Comerciais Mercado Interno e Marketing da Marcopolo. O Attivi é o primeiro modelo da Marcopolo desenvolvido de forma integral, reunindo chassi e carroceria em um único projeto. O conceito priorizou a nacionalização de componentes, como baterias e sistemas eletroeletrônicos, fortalecendo a indústria local e reduzindo a dependência externa em um setor estratégico para a descarbonização do transporte.
Marcopolo: tecnologia nacional e foco na descarbonização

Com até 13 metros de comprimento, chassi Low Entry, motor elétrico da WEG com 385 kW (525 cavalos) de potência e 285,5 kgfm de torque, o ônibus reúne componentes de fornecedores globais e nacionais. Entre eles, estão eixos da ZF, freios da Knorr-Bremse e baterias da CATL, com capacidade de 350 kWh. Segundo a Marcopolo, a proposta com o Attivi elétrico é oferecer soluções adaptáveis às diferentes realidades dos operadores urbanos e acelerar a substituição de veículos movidos a combustíveis fósseis. O ônibus é equipado com direção hidráulica eletroassistida, espaço para cadeira de rodas no lado esquerdo, freios a disco com ABS e EBS, itinerários eletrônicos frontal, laterais e traseiro, para-brisa bipartido, poltronas City estofadas, sistema de supressão de incêndio nos compartimentos das baterias, suspensão pneumática com regulagem de altura e sistema de ajoelhamento bilateral. O teto e as calhas superiores são em alumínio, e os vidros laterais fixos, em função do sistema de ar-condicionado.
Experiência brasileira que ganha escala internacional
A iniciativa em Confins soma-se a um portfólio expressivo da empresa de Caxias do Sul (RS). Cerca de mil ônibus elétricos e híbridos da Marcopolo, desenvolvidos em parceria com diferentes fornecedores de chassi, circulam atualmente no Brasil e em países como Colômbia, Chile, México e Austrália. “É motivo de orgulho sermos responsáveis pelo desenvolvimento de um veículo eletrificado 100% brasileiro, que alia a expertise da engenharia automotiva nacional à confiabilidade e à segurança já associadas à Marcopolo”, completa Portolan. Ao adotar o Attivi Integral, o aeroporto mineiro reduz emissões e envia um recado claro ao setor: a transição para uma mobilidade mais limpa começa nos detalhes do dia a dia e ganha força quando tecnologia, indústria nacional e política ambiental caminham na mesma direção.