Escolas Conectadas cobre 68% da rede pública e avança meta

Com investimento de R$ 9 bilhões, iniciativa leva internet a 94 mil instituições e prioriza inclusão digital no ensino básico brasileiro.

Crédito: Marcel Cordeiro/arquivo MCom

O programa Escolas Conectadas atingiu uma marca histórica em 2025 ao alcançar 68,4% das instituições públicas de ensino previstas no planejamento federal. Esse avanço aproxima o Brasil da meta ambiciosa de universalizar o acesso à internet em sala de aula, garantindo que estudantes de diferentes realidades geográficas tenham as mesmas oportunidades digitais.

Atualmente, 94.221 dos 138 mil colégios públicos brasileiros já contam com infraestrutura de rede. A iniciativa é fruto de uma articulação estratégica entre o Ministério das Comunicações e o Ministério da Educação (MEC), focada em reduzir o abismo tecnológico na educação básica.

Somente no último ano, 22,8 mil unidades passaram a integrar a rede mundial de computadores. O progresso do Escolas Conectadas depende de políticas coordenadas, como o uso de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) e a atuação da Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (Eace).

Destaques regionais de conectividade

A penetração do sinal de internet não ocorre de forma uniforme, mas apresenta resultados expressivos em estados com perfis distintos. O Paraná lidera o ranking nacional, com 83,6% de suas unidades atendidas. O Nordeste também mostra força, com o Piauí ocupando a segunda posição (81,4%), seguido por Goiás (81,3%).

“Esse é um projeto prioritário para o Governo Federal, porque entendemos que a inclusão digital é essencial. Vamos atender escolas urbanas e rurais. Onde houver fibra, a prioridade será a fibra óptica. Onde não houver, teremos soluções via satélite.” — Frederico de Siqueira Filho, Ministro das Comunicações.

Investimentos bilionários impulsionam o Escolas Conectadas

Para garantir que a infraestrutura chegue à ponta, o volume financeiro mobilizado é robusto. O investimento total previsto para o Escolas Conectadas beira os R$ 9 bilhões. A maior parte desse montante, cerca de R$ 6,5 bilhões, provém do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Desde o lançamento oficial em setembro de 2023, a execução financeira tem sido ágil. Mais de R$ 3 bilhões já foram aplicados diretamente em escolas estaduais e municipais em todas as regiões do país. O objetivo não é apenas instalar cabos, mas criar condições reais para o uso pedagógico das tecnologias e a formação continuada de professores.

Parceria com o BNDES e foco no Norte e Nordeste

Para acelerar o cronograma, novas frentes de financiamento foram abertas em dezembro de 2025. O governo federal, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), lançou a segunda seleção pública de projetos.

Os detalhes da nova rodada do Escolas Conectadas incluem:

  • Recursos: R$ 53,3 milhões não reembolsáveis do Fust.
  • Alvo: Conexão de 1.258 escolas públicas.
  • Foco Geográfico: Regiões Norte e Nordeste.
  • Impacto: Benefício direto para cerca de 410 mil estudantes.

Essa ação sucede a primeira seleção pública de 2023, que destinou R$ 60 milhões para 1,5 mil escolas. Até o encerramento de 2025, 824 dessas unidades já operavam com o serviço ativo. Com a manutenção desses esforços e a diversificação das tecnologias de acesso — via fibra ou satélite —, o programa Escolas Conectadas se consolida como o principal vetor de modernização do ensino público nacional.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 06/01/2026
  • Fonte: Farol Santander São Paulo