Maio Verde liga alerta para doença que pode levar à cegueira

Ação nacional de conscientização destaca a importância de exames oftalmológicos para conter a progressão dessa doença silenciosa e sem cura.

Crédito: Isabelle Venceslau

A campanha Maio Verde alerta a população sobre os riscos do glaucoma, uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo. A mobilização foca na necessidade de exames preventivos, já que a perda de visão ocorre de maneira progressiva e sem sintomas perceptíveis nas fases iniciais da doença.

O Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, celebrado no dia 26 de maio, consolida o movimento preventivo no país. Milhões de brasileiros convivem com a condição sem qualquer tipo de diagnóstico. A iniciativa do Maio Verde reúne entidades públicas e privadas para ampliar o acesso à informação e incentivar a adesão às rotinas de check-up oftalmológico.

Ameaça invisível no foco do Maio Verde

A condição clínica danifica o nervo óptico gradativamente devido ao aumento contínuo da pressão intraocular. “Na maioria dos casos o paciente não sente nada no início. A perda visual começa pela periferia e evolui de forma lenta, o que dificulta a percepção”, explica o oftalmologista Dr. Rodrigo Carvalho.

A ausência de sinais corporais de alerta torna o quadro clínico extremamente perigoso. O trabalho de conscientização estruturado pelo Maio Verde mira exatamente nesse comportamento silencioso da doença. Identificar a alteração na pressão ocular rapidamente garante intervenções que barram a evolução do dano.

A capacidade visual já afetada pela doença jamais poderá ser restaurada pela medicina atual. “A visão perdida não pode ser recuperada. Por isso, identificar precocemente e iniciar o tratamento o quanto antes é fundamental para evitar a progressão”, ressalta o especialista.

Fatores de risco e protocolos médicos

Grupos com pressão intraocular elevada, histórico familiar genético, diabetes e alta miopia exigem atenção redobrada dos médicos. O uso ininterrupto de corticoides e idade superior a 40 anos também ampliam os fatores de risco. Jovens e bebês raramente desenvolvem a condição, mas casos específicos exigem diagnóstico diferenciado.

A constatação da patologia exige a medição da pressão intraocular e uma análise aprofundada das estruturas do nervo óptico. Especialistas utilizam exames como tomografia de coerência óptica e campimetria para rastrear anomalias milimétricas. Durante o Maio Verde, clínicas oftalmológicas reforçam a urgência de realizar essas avaliações anualmente.

Os protocolos terapêuticos envolvem a prescrição controlada de colírios, procedimentos a laser ou intervenções cirúrgicas de contenção. “Os colírios ainda são a primeira linha, mas o laser tem ganhado espaço por sua eficácia e segurança. A cirurgia é indicada em casos mais avançados”, enfatiza o oftalmologista.

Pacientes sem histórico genético desfavorável devem visitar centros oftalmológicos uma vez ao ano como medida de segurança. Indivíduos com predisposição confirmada necessitam de cronogramas de monitoramento muito mais rígidos. A antecipação do tratamento e a preservação do nervo óptico representam a missão central do Maio Verde.

  • Publicado: 05/05/2026 16:55
  • Alterado: 05/05/2026 16:55
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: Alpha Oftalmologia Avançada