Lula visita Cristina Kirchner em meio à cúpula do Mercosul
Lula se encontra com Cristina Kirchner em Buenos Aires: solidariedade em meio a tensões judiciais entre Brasil e Argentina.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 02/07/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em sua recente visita a Buenos Aires para participar da cúpula do Mercosul, recebeu autorização da Justiça argentina para se encontrar com a ex-presidente Cristina Kirchner, que atualmente cumpre pena em regime de prisão domiciliar.
Lula confirma visita nesta quinta-feira

A visita foi confirmada oficialmente pela assessoria do Planalto e ocorrerá na manhã de quinta-feira, dia 3, após a chegada de Lula ao país vizinho. A ex-presidente Kirchner está sob vigilância judicial e precisa de autorização prévia para receber visitantes fora de seu círculo mais próximo.
Cristina Kirchner foi condenada a seis anos de prisão por administração fraudulenta, mas atualmente cumpre sua pena em casa, no apartamento localizado na rua San José, no bairro de Constituición, um endereço central na capital argentina. A Justiça estabeleceu regras rigorosas para o cumprimento da pena, visando minimizar perturbações na rotina da vizinhança.
Encontro entre Lula e Kirchner apenas com foco de solidariedade e sem interferências

A natureza do encontro entre Lula e Kirchner será estritamente de “solidariedade”, conforme orientações do governo brasileiro. A gestão Lula tem cautela para evitar que a visita seja interpretada como uma interferência nas questões judiciais argentinas, especialmente em um contexto em que as relações diplomáticas estão sensíveis devido a polêmicas envolvendo a justiça brasileira e o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O governo brasileiro observa com preocupação ações que possam ser vistas como ingerência nas instituições argentinas, especialmente considerando os recentes episódios relacionados à pressão política sobre o Supremo Tribunal Federal no Brasil. Integrantes do governo afirmam que qualquer tentativa de aplicar sanções a membros da alta corte nacional seria uma violação grave da autonomia judicial e poderia desencadear uma resposta política.
Com esse cenário, o presidente Lula busca reforçar laços com a Argentina enquanto navega por um delicado equilíbrio entre solidariedade pessoal e respeito pela soberania judicial do país vizinho.