Lula recebe ministros e Alcolumbre após União Brasil deixar base
Lula promove almoço estratégico com aliados em meio a tensões partidárias, buscando fortalecer alianças e garantir apoio no Congresso
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 03/09/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro SABESP FREI CANECA
No cenário político atual, o presidente Lula promoveu um almoço com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), além de ministros de seu governo filiados ao partido. Este encontro ocorre em um contexto delicado, logo após a orientação da cúpula do União Brasil para que os parlamentares que ocupam cargos no governo se desliguem até o dia 30 de setembro.
Estão confirmadas as presenças dos ministros Celso Sabino (Turismo), Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) e Frederico Siqueira Filho (Comunicações), sendo que os dois últimos foram indicados por Alcolumbre. A reunião acontece em meio a uma série de movimentações políticas que visam consolidar alianças e resolver tensões internas.
Na terça-feira (2), a liderança da federação entre União Brasil e PP (Progressistas) decidiu que aqueles com mandatos que ocupam cargos na Esplanada devem deixar suas funções ou enfrentar a expulsão do partido. Essa decisão implica diretamente em figuras como André Fufuca (Esporte) e Celso Sabino, que são deputados federais licenciados.
A ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) também participará do encontro. Após o comunicado da federação, Hoffmann reforçou a necessidade de que todos os envolvidos na gestão federal, independentemente de seus mandatos, mantenham um compromisso claro com Lula e se alinhem às prioridades do governo no Congresso Nacional.
“Aqueles que permanecerem devem estar comprometidos com as diretrizes defendidas pelo presidente Lula, incluindo justiça tributária, democracia e soberania nacional. É essencial que trabalhem em conjunto para garantir a aprovação das pautas governamentais”, destacou Hoffmann.
O Planalto esclareceu que o almoço não está diretamente relacionado às recentes decisões partidárias e representa uma continuidade das discussões que Lula tem mantido com outras legendas, como PSD, Republicanos, MDB e PT.
Lula minimizou a repercussão da saída dos ministros entre seus aliados e reafirmou sua confiança na vitória nas eleições presidenciais de 2026. Entretanto, assessores próximos ao petista admitem que essa reconfiguração poderá trazer desafios adicionais ao governo nas votações futuras no Congresso.