Lula confirma Geraldo Alckmin como vice na chapa de 2026

O presidente anunciou a reedição da aliança com o PSB para as próximas eleições. A decisão provoca uma reconfiguração profunda e imediata na Esplanada dos Ministérios.

Crédito: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula firmou a chapa para as eleições com Geraldo Alckmin. O atual presidente confirmou nesta terça-feira (31) a reedição da chapa na busca pela reeleição. A declaração ecoou pelos corredores do Palácio do Planalto durante uma tensa reunião ministerial. Pelo menos 18 auxiliares diretos abandonarão seus postos nas próximas semanas.

A lei eleitoral dita as regras do jogo. Ocupantes de cargos no Executivo devem limpar as gavetas até o dia 4 de abril se quiserem aparecer nas urnas. O rigor da legislação mira frear o uso da máquina pública. Ministros precisam de exoneração oficial, enquanto presidente e vice possuem imunidade dessa exigência burocrática.

Lula exige saída de ministros e Alckmin deixa o MDIC

O atual vice-presidente chefia o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Ele precisa entregar o comando da pasta para figurar na cédula eleitoral. O petista cravou a exigência diante de todo o alto escalão do governo federal.

“O companheiro Alckmin que vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque ele será candidato a vice-presidente da República outra vez.” disse Lula.

A dança das cadeiras na Esplanada

Lula desenha uma transição suave para não paralisar o país. O mandatário escalou os atuais secretários-executivos para assumir a maioria das pastas esvaziadas. A ordem é blindar o governo e manter as políticas públicas em andamento.

Fernando Haddad puxa a fila das grandes baixas governamentais. O chefe da Fazenda foca no governo de São Paulo e entrega a chave do cofre para Dario Durigan. O novo titular da economia já circula ao lado do chefe do Executivo em agendas públicas.

Quem sai e quem fica no xadrez político

O esvaziamento atinge os pilares da atual gestão. Veja os nomes de peso que preparam as malas:

  • Fernando Haddad (Fazenda): Disputa o governo de São Paulo.
  • Rui Costa (Casa Civil): Tenta o Senado pela Bahia.
  • Simone Tebet (Planejamento) e Marina Silva (Meio Ambiente): Miram o Senado por São Paulo.
  • Renan Filho (Transportes): Volta aos palanques de Alagoas.
  • Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais): Busca cadeira no Senado pelo Paraná.
  • Carlos Fávaro (Agricultura) e André Fufuca (Esporte): Focam no Senado por Mato Grosso e Maranhão.
  • Waldez Góes (Integração): Disputa o Senado pelo Amapá.
  • Anielle Franco, Sônia Guajajara e Paulo Teixeira: Tentam vagas na Câmara dos Deputados.
  • Macaé Evaristo e Sílvio Costa Filho: Disputam legislativos regionais e federais.
  • Camilo Santana (Educação) e Márcio França (Empreendedorismo): Focam na articulação da campanha.

Outros nomes como Alexandre Silveira e Luciana Santos vivem um limbo decisório nas vésperas do prazo fatal. O marqueteiro Sidônio Palmeira também tem data para sair e assumir a propaganda oficial de rádio e TV. O tabuleiro está montado para a batalha de outubro. Resta observar como Lula conduzirá a máquina pública com uma equipe completamente reconfigurada.

  • Publicado: 31/03/2026 11:44
  • Alterado: 31/03/2026 11:44
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: Palácio do Planalto