Lula explica falta na Marcha para Jesus: "Não quero tirar proveito político"
Presidente justificou a ausência no evento em São Paulo afirmando que deseja evitar o aproveitamento político da fé no período de campanha.
- Publicado: 04/06/2026 14:55
- Alterado: 04/06/2026 14:55
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Governo Federal
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não compareceu à Marcha para Jesus nesta quinta-feira (4) em São Paulo. A decisão afasta qualquer interpretação de ganho eleitoral sobre o encontro cristão durante o feriado de Corpus Christi.
O chefe do Executivo telefonou para o bispo Estevam Hernandes e para o advogado-geral da União, Jorge Messias, para explicar a situação. Messias representou o Governo Federal no ato evangélico e publicou o registro da ligação.
A separação entre religião e campanha
O vídeo do contato telefônico circulou pelas redes sociais oficiais do ministro. Durante a conversa, Lula destacou sua postura em relação a agendas confessionais neste momento político.
“Eu não participo de nada religioso em época de eleição porque eu não quero passar a ideia de que estou tentando tirar proveito político de uma coisa sagrada“, explicou o governante.
Presença da oposição no feriado paulista
Enquanto Lula evitou o palanque cristão, figuras da oposição marcaram presença nas ruas da capital paulista. O parlamentar Flávio Bolsonaro (PL) caminhou ao lado de outras lideranças partidárias.
O governador paulista Tarcísio de Freitas e o prefeito Ricardo Nunes acompanharam a festividade. A mobilização desses políticos contrasta com a estratégia de distanciamento adotada pela liderança petista.
Histórico com o evento cristão
A relação do mandatário com a comunidade possui marcos institucionais antigos. Em setembro de 2009, Lula assinou a legislação responsável por instituir oficialmente o Dia Nacional da Marcha para Jesus no calendário do país.
A ausência atual demonstra cautela estratégica para a disputa nas urnas. Ao preservar o caráter espiritual da data, Lula busca manter o respeito perante o eleitorado sem cruzar a linha do apelo eleitoral direto.