Lote suspeito de água mineral em SP é recolhido após intoxicação
Investigação em Garça: Vigilância Sanitária e Polícia Civil apreendem garrafas e alertam população sobre o risco de contaminação em água mineral da Mineratta
- Publicado: 17/02/2026
- Alterado: 15/10/2025
- Autor: Daniela Penatti
- Fonte: Serginho Lacerda
Um sério alerta de saúde pública foi deflagrado no interior de São Paulo, mobilizando autoridades de Garça, município localizado a cerca de 400 km da capital paulista. A causa é o recolhimento emergencial de um lote de água mineral após um homem de 50 anos ser hospitalizado com sintomas de intoxicação aguda. O incidente ocorreu na última sexta-feira (dia 10) e impulsionou uma rigorosa investigação conjunta entre a Vigilância Sanitária e a Polícia Civil.
A vítima passou mal após consumir uma garrafa da marca Mineratta durante o expediente de trabalho. Ao buscar atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, o quadro acendeu o sinal de alerta na Secretaria de Saúde do município. O caso é tratado com extrema gravidade pelas autoridades locais, que temem que mais consumidores possam ter sido expostos ao risco.
Contaminação Confirmada: “Algum Tipo de Produto”

O Secretário de Saúde de Garça, Pedro Scartesini, utilizou as redes sociais para confirmar o caso e detalhar as medidas emergenciais. Segundo Scartesini, o homem foi prontamente atendido e medicado, apresentando “sintomas de intoxicação”. A principal suspeita das autoridades, desde o início, é que a água estivesse comprometida.
“A água mineral estava contaminada com algum tipo de produto“, afirmou o secretário, sem entrar em detalhes sobre a natureza exata da substância encontrada. Felizmente, o paciente evoluiu bem ao tratamento inicial e, embora hospitalizado, não precisou ser transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), como chegou a ser especulado. O rápido socorro médico foi fundamental para estabilizar o quadro do homem de 50 anos.
Alerta máximo: O lote 253.1 sob investigação
A peça central da investigação é o Lote 253.1 da água mineral da Mineratta. A Secretaria de Saúde divulgou especificações detalhadas do produto para que os moradores de Garça possam identificá-lo e descartá-lo imediatamente. O lote suspeito tem a data de fabricação registrada como 10 de setembro de 2025 e validade até 10 de setembro de 2026.
A prefeitura emitiu um comunicado formal, orientando toda a população a suspender o consumo do produto: “Não consuma a água mineral da Mineratta, lote 253, até que seja esclarecido o que realmente aconteceu com essa água, e se só aquela garrafa estava contaminada ou se há mais garrafas contaminadas”. Este alerta visa proteger a saúde pública enquanto as análises laboratoriais são realizadas.
Polícia e vigilância sanitária agem rápido
Para garantir a veracidade dos fatos e a segurança dos consumidores, a Vigilância Sanitária e a Polícia Civil iniciaram a apreensão de amostras em diversos pontos. A Polícia Civil informou que recolheu garrafas em três locais estratégicos: no hospital onde a vítima recebeu os primeiros cuidados, em duas distribuidoras que comercializam a marca na cidade e na própria empresa onde o homem consumiu a bebida.
Todas as amostras coletadas foram encaminhadas para perícia. O objetivo é duplo: identificar o tipo de produto que contaminou a água mineral da Mineratta e determinar se a contaminação foi um evento isolado em uma única garrafa ou se o problema se estende a todo o lote 253.1.
A reportagem buscou um posicionamento da fabricante da bebida, a Villa Jahu, e da DBG Distribuidora de Bebidas Garça, que distribui a marca na região. Até o momento da publicação, no entanto, nenhum dos responsáveis se manifestou sobre a intoxicação e a apreensão do lote. As empresas têm o espaço aberto para quaisquer esclarecimentos.