Linha 17-Ouro do Monotrilho é entregue e amplia mobilidade em SP

Linha 17-Ouro do Monotrilho entra em operação, integrando estações e ampliando transporte em São Paulo

Crédito: Divulgação

A AGIS realizou a entrega da Linha 17-Ouro do Monotrilho ao Metrô de São Paulo e ao Governo do Estado, consolidando um novo eixo de mobilidade urbana na capital paulista. Com 6,7 km de extensão e oito estações elevadas, a linha conecta o Aeroporto de Congonhas à malha metroferroviária, com integração à Linha 9-Esmeralda (Morumbi) e à Linha 5-Lilás (Campo Belo).

A atuação da AGIS abrangeu a execução integrada das frentes de engenharia civil e sistemas, incluindo o desenvolvimento de projetos executivos, implantação da infraestrutura, integração dos sistemas e preparação para operação.

“A entrega da Linha 17-Ouro do Monotrilho reflete um trabalho estruturado de engenharia, baseado em integração entre disciplinas, planejamento técnico e governança. É um exemplo de como método e organização viabilizam projetos dessa escala”, afirma José Lima, presidente da AGIS.

Engenharia integrada garante entrega do Monotrilho

Linha 17-Ouro -Monotrilho
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A execução foi conduzida sob modelo contratual integrado (turn-key), permitindo alinhar projeto, obras civis, implantação de sistemas, testes e preparação para operação em um fluxo contínuo.

Entre as principais entregas realizadas pela AGIS, destacam-se:
• conclusão de sete estações elevadas
• implantação do Pátio Água Espraiada, base de manutenção e estacionamento dos trens
• finalização das vias elevadas ao longo do traçado
• execução da Subestação Primária Bandeirantes
• implantação e integração dos sistemas de energia e sistemas auxiliares

A abordagem integrada permitiu coordenar múltiplas frentes de forma simultânea, garantindo consistência técnica em todas as etapas do projeto.

Infraestrutura civil sustenta operação do sistema

Linha 17-Ouro -Monotrilho
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A infraestrutura civil foi executada para suportar integralmente a operação do sistema metroferroviário. As sete estações elevadas foram concluídas com estrutura, arquitetura e instalações prediais compatibilizadas com os sistemas ferroviários.

O Pátio Água Espraiada foi entregue como base operacional completa, com oficinas, edificações técnicas e vias internas conectadas à linha.

A superestrutura, composta por vigas-guia de concreto protendido armado, foi implantada com controle geométrico rigoroso, assegurando as premissas de projeto necessárias ao desempenho do material rodante e ao conforto dos usuários.

Cada viga, com aproximadamente 30 metros de comprimento e pesando cerca de 100 toneladas, exigiu logística especializada de transporte e içamento. O posicionamento foi realizado com tolerâncias geométricas extremamente precisas, garantindo o alinhamento estrutural e o desempenho operacional.

A produção dessas peças seguiu um processo industrial controlado, com etapas de montagem, concretagem, cura monitorada e verificação dimensional.

A fase de içamento exigiu equipamentos de grande porte e planejamento detalhado. Foram utilizados guindastes de até 750 toneladas, além de operações logísticas complexas envolvendo dezenas de carretas.

Em trechos estratégicos, como a Marginal Pinheiros e a Avenida Jornalista Roberto Marinho, houve bloqueios programados e coordenação com órgãos públicos para garantir segurança e minimizar impactos urbanos.

O projeto também incluiu intervenções urbanas relevantes:
• requalificação da Avenida Jornalista Roberto Marinho
• implantação de ciclovia ao longo do eixo da linha
• construção de equipamento comunitário e esportivo

Sistemas garantem energia, controle e operação

Linha 17-Ouro -Monotrilho
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A operação é sustentada por um conjunto integrado de sistemas de energia e sistemas auxiliares. A Subestação Primária Bandeirantes atua como núcleo de alimentação elétrica, conectada à rede externa e responsável pela transformação, proteção e supervisão do sistema.

A distribuição energética foi estruturada em diferentes níveis:
• alta tensão: recebimento e controle da energia
• média tensão: distribuição para estações e pátio
• tração: fornecimento de energia aos trens em corrente contínua
• baixa tensão: atendimento às cargas auxiliares

Complementam essa estrutura sistemas de climatização, ventilação, combate a incêndio, telecomunicações, CFTV e energia de emergência.

Todos os sistemas foram implantados, integrados e validados conforme os requisitos técnicos e operacionais definidos.

Integração e testes preparam operação plena

Linha 17-Ouro
Kayke Guimarães/Governo Estado SP

A etapa final envolveu a integração entre todos os sistemas implantados, seguida de testes e comissionamento para validação de desempenho e segurança operacional.

O processo incluiu ensaios elétricos, verificação dos sistemas de automação e testes integrados em ambiente real de operação.

Na sequência, foi realizada a operação assistida, com transferência de conhecimento, treinamento das equipes e acompanhamento técnico inicial, assegurando a transição para operação plena.

Projeto reforça papel da engenharia em grandes obras

Linha 17-Ouro -Monotrilho
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A entrega da Linha 17-Ouro evidencia a importância da engenharia integrada em projetos de infraestrutura urbana, especialmente na coordenação entre disciplinas e etapas.

“Projetos dessa natureza exigem alinhamento entre planejamento, execução e operação. A integração entre essas frentes foi determinante para garantir consistência técnica ao longo de todo o processo”, destaca José Lima.

Com a conclusão, o sistema passa a operar como um novo vetor de mobilidade urbana, ampliando a conectividade e facilitando o acesso da população a uma rede de transporte mais eficiente e integrada.

  • Publicado: 01/04/2026 17:05
  • Alterado: 01/04/2026 17:05
  • Autor: Daniela Penatti
  • Fonte: AGIS