Liberdade provisória para jogadoras do River Plate após acusações de racismo

Entenda o caso e suas implicações no futebol brasileiro.

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Na última sexta-feira, 27 de outubro, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) concedeu liberdade provisória a quatro jogadoras do River Plate, que estavam detidas desde o dia 20, após serem acusadas de injúria racial durante uma partida contra o Grêmio, no estádio do Canindé. O incidente ocorreu durante a Ladies Cup, quando a jogadora Maria empatou a partida e gerou uma confusão em campo. Imagens mostram que ao menos uma jogadora argentina fez gestos racistas em direção ao gandula Kayque Rodrigues, que foi identificado como a vítima.

A decisão do juiz Fernando Oliveira Camargo estipulou que as jogadoras — Candela Agustina Díaz, Milagros Naiquen Díaz, Camila Ayelen Duarte e Juana Cangaro — deverão pagar R$ 25 mil ao gandula em um prazo de cinco dias e estão proibidas de deixar o Brasil enquanto aguardam o desfecho do inquérito policial. O episódio resultou em múltiplas expulsões e na eliminação do River Plate da competição, que também foi suspenso por dois anos. Os clubes envolvidos, Grêmio e River Plate, emitiram notas repudiando os atos discriminatórios.

Os advogados das jogadoras argumentaram que a prisão anterior não tinha justificativa suficiente e destacaram que o exame do mérito das acusações deve ser feito em momento oportuno. Com a revogação da prisão, as atletas agora aguardam o andamento do caso em liberdade.

Esse incidente expõe questões graves relacionadas ao racismo no esporte e destaca a necessidade de ações contundentes para combatê-lo. A resposta das autoridades e dos clubes é fundamental para promover um ambiente mais inclusivo e respeitoso no futebol.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 28/12/2024
  • Fonte: Farol Santander São Paulo