Kim Jong Un exibe submarino nuclear e recebe carta de Putin
Segundo a agência estatal KCNA, Vladimir Putin enviou carta a Kim Jong Un elogiando a “amizade” entre os países; Kim Jong Un apresenta submarino nuclear
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 25/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro SABESP FREI CANECA
A agência estatal norte-coreana KCNA informou que Kim Jong Un construiu um submarino nuclear e o presidente russo, Vladimir Putin, enviou uma carta a Kim Jong Un na qual elogia a relação entre Moscou e Pyongyang, descrevendo-a como uma amizade firme e ressaltando esforços militares na região de Kursk.
A publicação estatal atribui a Putin elogios aos “esforços heroicos” das forças armadas norte-coreanas naquele teatro, segundo o comunicado oficial.
A divulgação da correspondência reforça a narrativa de alinhamento entre as duas capitais em meio ao conflito na Ucrânia. A KCNA tratou a mensagem como prova do estreitamento político e militar entre Moscou e Pyongyang, sem, porém, detalhar ações concretas decorrentes da carta.
Inspeção em estaleiro e foco em submarinos nucleares

A KCNA também noticiou que Kim Jong Un visitou uma instalação industrial dedicada à construção de submarinos de propulsão nuclear. Imagens divulgadas pela mídia estatal mostram o líder ao lado de um submarino estimado em cerca de 8.700 toneladas, posicionado sobre uma plataforma coberta; ele esteve acompanhado por autoridades e pela filha, Kim Ju Ae, citada por analistas como possível sucessora.
Durante a visita, Kim apresentou planos para reorganizar a marinha e anunciou investigações sobre “novas armas submarinas secretas”, sem fornecer detalhes técnicos. A data exata da inspeção não foi informada pela agência, que limitou-se a relatar o roteiro e os comentários do líder.
Críticas a programa sul-coreano e menção a autorizações externas
Segundo a cobertura da KCNA, Kim criticou o desenvolvimento de um programa de construção de submarinos conduzido pela Coreia do Sul em parceria com os Estados Unidos, classificando a iniciativa como uma ameaça a ser neutralizada. A nota também menciona que a reação de Pyongyang se seguiu a uma autorização citada no texto como tendo sido concedida por Donald Trump durante visita à Coreia do Sul em outubro.
A crítica aos projetos sul-coreanos aparece como parte do posicionamento mais amplo de Pyongyang contra o fortalecimento militar tripartite na península. A KCNA utilizou a ocasião para conectar a inspeção naval às preocupações estratégicas declaradas pelo regime.
Vítimas no conflito e testes de mísseis antiaéreos
Informações divulgadas pelo governo sul-coreano, citadas no relatório, apontam que cerca de 2 mil soldados norte-coreanos teriam morrido no conflito atual, além de um número expressivo de feridos — dados que, segundo o próprio texto, vieram de Seul e não de fontes norte-coreanas.
A agência estatal também informou que Kim supervisionou testes recentes de “mísseis antiaéreos de longo alcance” no mar do Japão. A KCNA não forneceu especificações sobre os projéteis testados nem divulgou resultados técnicos, limitando-se a relatar a supervisão realizada pelo líder.