Kaio Soares detalha sucesso da preparação física no Santo André
O preparador Kaio Soares destaca a ausência de lesões musculares no Santo André e analisa a gestão de performance física durante a Série A2
- Publicado: 07/03/2026
- Alterado: 07/03/2026
- Autor: Gabriel de Jesus
- Fonte: Assessoria
A eliminação precoce do Santo André na Série A2 do Campeonato Paulista não apaga o saldo positivo de um setor específico: o departamento de preparação física. Sob o comando de Kaio Soares, o clube encerrou sua participação no torneio com uma estatística rara no futebol moderno: zero lesões musculares em jogadores de linha durante a maratona de jogos da competição estadual.
Gestão de performance minimiza riscos na Série A2
O trabalho liderado por Kaio Soares focou no controle rigoroso da carga de trabalho. Segundo o profissional, a entrega física do elenco foi maximizada sem ultrapassar o limite fisiológico dos atletas, mesmo diante do calendário apertado da segunda divisão paulista.
“Conseguimos extrair o melhor de todos os atletas. É confortante saber que nesta maratona de jogos não tivemos uma lesão sequer e isso é muito importante. Normalmente se condiciona ao DM, mas é uma gestão da preparação física”, explica Kaio Soares.
O preparador enfatiza que o sucesso não é isolado, mas fruto de uma integração entre fisioterapia, fisiologia e o corpo médico do clube. Para ele, o monitoramento constante permitiu que os jogadores mantivessem o ritmo de competição sem comprometer a integridade física.
Indicadores de desempenho e controle por GPS
Para validar a eficiência do método, Kaio Soares utiliza dados de GPS e o histórico de minutagem. Dois jogadores simbolizam essa regularidade: o defensor Daniel Davi e o meio-campista Cayres.
Desempenho em Números: Casos de Sucesso
- Daniel Davi: 15 partidas consecutivas, atuando praticamente todos os 90 minutos de cada jogo.
- Cayres: 14 jogos disputados, ausente em apenas uma partida devido à suspensão automática.
- Lesões Musculares: 0 (zero) ocorrências registradas no período.
“As únicas intercorrências que tivemos foram de ordem de trauma, que são situações de jogo impossíveis de controlar. No que tange à performance e resistência, o grupo respondeu ao que acredito ser o ideal para o futebol profissional”, afirma o especialista.
Profissionalismo e integração no departamento de saúde
Apesar de reconhecer que o resultado final esperado era a classificação para a segunda fase, Kaio Soares entende que sua missão técnica foi cumprida com excelência. A gestão de minutos foi o pilar para que o Santo André terminasse a competição com o elenco disponível.
“Fico feliz por estar contribuindo, embora saiba que o resultado final passa por classificação. Mas o que compete a mim, mais uma vez, consigo entregar e sei que o trabalho foi bem feito”, conclui Kaio Soares. Com o fim do torneio para o Ramalhão, os atletas encerram o ciclo em plena condição física para os próximos desafios da temporada.