Justiça decreta prisão de suspeitos por atentado contra tenente irmão de Eloá
Dois homens foram presos temporariamente por suspeita de dar apoio à tentativa de homicídio contra policial militar baleado em São Caetano do Sul; investigações seguem para identificar autores dos disparos
- Publicado: 28/06/2026 16:06
- Alterado: 28/06/2026 16:06
- Autor: Suzana Rezende
- Fonte: FolhaPress
A Justiça de São Paulo decretou, neste domingo (28), a prisão temporária de dois homens, de 40 e 52 anos, investigados por envolvimento na tentativa de homicídio contra o 1º tenente da Polícia Militar Ronickson Pimentel dos Santos, irmão de Eloá. O oficial foi baleado na cabeça durante um ataque ocorrido no sábado (27), em São Caetano do Sul, no ABC Paulista.
A decisão foi expedida pela Vara do Plantão da Comarca de Santo André. Os suspeitos foram localizados por policiais militares em Guaianases, na zona leste da capital, e encaminhados ao Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), onde prestam depoimento.
Um terceiro homem, de 24 anos, acompanhou um dos detidos até a delegacia, mas não foi preso. As identidades dos investigados não foram divulgadas.
Investigação aponta apoio logístico ao atentado
Segundo a Polícia Civil, os dois presos são suspeitos de oferecer suporte aos criminosos responsáveis pelo ataque ao tenente. As investigações indicam que eles teriam atuado de forma coordenada com os executores, utilizando veículos que acompanharam a motocicleta empregada na ação antes e depois dos disparos.
Dois automóveis que estavam sob posse dos investigados foram apreendidos e serão submetidos à perícia do Instituto de Criminalística. O objetivo é reunir provas que possam esclarecer a dinâmica do crime e identificar todos os envolvidos.
A prisão temporária tem validade de 30 dias. Os suspeitos deverão passar por audiência de custódia nesta segunda-feira (29).
Secretaria da Segurança cobra provas e avanço das investigações
Horas antes da decretação das prisões, o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que a investigação dependia da produção de provas para confirmar a participação dos suspeitos.
“Tudo depende de provas. A gente tem que colocar a pessoa no cenário”, declarou o secretário durante entrevista coletiva.
Segundo ele, o governador Tarcísio de Freitas acompanha o caso e cobra resultados das forças de segurança.
O chefe do Centro de Comunicação Social da Polícia Militar, coronel Gonzaga, classificou o atentado como “uma agressão ao Estado” e afirmou que toda a corporação acompanha o estado de saúde do oficial e presta assistência à família.
Já a diretora do DHPP, Ivalda Aleixo, informou que uma força-tarefa integrada por policiais civis e militares continua realizando diligências e coletando provas para esclarecer o caso.
Irmão de Eloá segue internado em estado gravíssimo
O atentado aconteceu na manhã de sábado (27), na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul. O tenente Ronickson Pimentel dos Santos estava à paisana e parado com sua motocicleta em um semáforo quando foi abordado por dois homens em outra moto, que efetuaram diversos disparos.
O policial foi atingido na cabeça, recebeu atendimento de equipes de resgate e foi transportado pelo helicóptero Águia ao Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.
Após passar por uma cirurgia neurológica de emergência, ele permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo o hospital, seu estado de saúde é gravíssimo, porém estável, sob monitoramento neurológico contínuo.