Ives Gandra integra Academia Nacional de Direito Desportivo
O jurista Ives Gandra assume a Cadeira nº 19 da ANDD, fortalecendo o Direito Desportivo e sua integração com o Direito Constitucional
- Publicado: 10/03/2026
- Alterado: 10/03/2026
- Autor: Daniela Penatti
- Fonte: Ives Gandra da Silva Martins
O jurista e professor Ives Gandra da Silva Martins tomou posse como membro efetivo da Academia Nacional de Direito Desportivo (ANDD) em cerimônia realizada em São Paulo, marcando um momento histórico para a instituição. O novo acadêmico ocupará a Cadeira nº 19, cujo patrono é o jurista Álvaro Melo Filho, referência histórica na consolidação da legislação desportiva no Brasil.
Reconhecimento da trajetória de Ives Gandra

O evento, conduzido pelo presidente da ANDD, Terence Zveiter, reuniu importantes nomes da magistratura e do Direito, incluindo o Ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra Martins Filho. Acadêmicos e juristas de destaque, como Luiz Antonio Abagge, Leonardo Serafim dos Anjos, Paulo Feuz, Rui César Corrêa, Leonardo Andreotti, Francisco Giordani, Luiz Marcondes, Rogério Gandra da Silva Martins e Marcos Mário Couto, também prestigiaram a solenidade.
A entrada de Ives Gandra na ANDD simboliza o reconhecimento à sua vasta contribuição ao ordenamento jurídico brasileiro. Sua presença reforça a integração entre o Direito Constitucional e as especificidades do Direito Desportivo, setor que exige rigor doutrinário frente aos desafios do mercado e das relações laborais no esporte.
Direito Desportivo como pilar de segurança jurídica
Em seu discurso de posse, Ives Gandra destacou a importância do Direito Desportivo como um ramo autônomo, essencial para a segurança jurídica de atletas e entidades esportivas. Ele ressaltou que o esporte, além de seu impacto social e cultural, movimenta uma complexa engrenagem econômica, exigindo marcos regulatórios sólidos e interpretações pautadas pela Constituição Federal — princípio que norteia toda a sua trajetória acadêmica.
Fortalecimento da ANDD
A chegada de um jurista de renome como Ives Gandra fortalece o papel consultivo e doutrinário da ANDD, especialmente em um período de transição no desporto nacional, marcado pela profissionalização das gestões e pelo surgimento das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs). Para a Academia, contar com a experiência de Ives Gandra eleva o nível das discussões sobre justiça especializada e proteção das garantias fundamentais no ambiente esportivo.
A trajetória de Ives Gandra inclui atuação como vice-presidente dos Tribunais de Justiça Desportiva das federações paulistas de Voleibol e Handebol (1968); juiz do TJD da Federação Paulista de Futebol de Salão (1962/1964); consultor jurídico da Federação Paulista de Basquetebol (1964); vice-presidente da Associação Brasileira de Karatê; e conselheiro do São Paulo Futebol Clube (SPFC).
A posse de Ives Gandra consolida o prestígio da Academia Nacional de Direito Desportivo, reforçando sua posição como o principal fórum de reflexão e debate da área ao integrar um dos maiores nomes do Direito contemporâneo aos seus quadros.