Israel prepara ofensiva final em Gaza com foco em redutos do Hamas

Netanyahu enfatizou que o controle da cidade de Gaza não implicará em ocupação permanente, mas em uma transição para uma autoridade civil local.

Israel prepara ofensiva final em Gaza com foco em redutos do Hamas

Crédito: Divulgação

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou neste domingo (10) que uma nova ofensiva militar em Gaza será iniciada “muito em breve”, com o objetivo de desmantelar os últimos bastiões do Hamas na cidade de Gaza e nos campos de refugiados da costa central.

Segundo Netanyahu, a operação visa “libertar Gaza do Hamas”, sem intenção de ocupar permanentemente o território. Ele afirmou que a criação de “zonas de segurança” para abrigar civis será uma prioridade antes do início das ações militares.

Objetivos estratégicos e plano de ação

A ofensiva, que segue um plano de cinco pontos aprovado pelo gabinete de segurança israelense, busca desarmar o Hamas, libertar reféns, desmilitarizar Gaza e estabelecer uma administração civil não controlada por israelenses.

Netanyahu enfatizou que o controle da cidade de Gaza não implicará em ocupação permanente, mas em uma transição para uma autoridade civil local.

Reações internacionais e preocupações humanitárias

A comunidade internacional expressou sérias preocupações sobre o impacto humanitário da ofensiva.

Países europeus membros do Conselho de Segurança da ONU, como Reino Unido, França, Dinamarca, Grécia e Eslovênia, alertaram que a expansão das operações militares pode intensificar a crise humanitária em Gaza, onde a fome e a desnutrição já causaram a morte de 217 pessoas, incluindo 100 crianças.

Desafios internos e oposição política

Dentro de Israel, a estratégia também enfrenta resistência. Líderes militares, como o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir, expressaram preocupações sobre os riscos de uma ocupação prolongada e os perigos para os reféns ainda em poder do Hamas. Além disso, protestos em massa em Tel Aviv exigem negociações para a libertação dos reféns e um cessar-fogo imediato.

A ofensiva em Gaza marca uma nova fase no conflito que já dura quase dois anos, desde os ataques do Hamas a Israel em outubro de 2023, que resultaram na morte de 1.200 israelenses e no sequestro de 251 reféns. Desde então, mais de 61.000 palestinos morreram em operações militares israelenses.

Tópicos

  • Publicado: 10/08/2025 16:58
  • Alterado: 10/08/2025 16:58
  • Autor: Redação
  • Fonte: ABCdoABC