Israel intensifica bombardeios em Gaza
Ataques deixam dezenas de mortos e ampliam crise humanitária
- Publicado: 19/01/2026
- Alterado: 31/08/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Multiplan MorumbiShopping
Nas últimas horas, a Cidade de Gaza foi alvo de novos bombardeios israelenses. Casas foram destruídas e milhares de famílias forçadas a deixar a região. De acordo com autoridades locais de saúde, ao menos 30 pessoas morreram neste domingo (31), incluindo 13 que aguardavam ajuda alimentar em um ponto de distribuição e duas em uma residência atingida. O exército israelense informou que analisa os relatos.
A ofensiva marca o avanço da estratégia de Israel, que designou a área como “zona de combate perigosa” após encerrar, na última sexta-feira (29), as pausas temporárias que permitiam a entrada de suprimentos. Metade dos mais de 2 milhões de habitantes do enclave permanece na Cidade de Gaza, embora milhares já tenham buscado refúgio em áreas centrais e no sul.
Porta-voz militar do Hamas pode ter sido alvo de ataque
A rede de notícias Al Arabiya divulgou que Abu Obeida, conhecido como porta-voz das brigadas al-Qassam, braço armado do Hamas, teria sido morto em um bombardeio israelense. Segundo a emissora, o ataque atingiu o apartamento onde ele estava.
O New York Times citou fontes israelenses que confirmaram uma operação contra Obeida, mas sem informações sobre seu desfecho. Figura central da comunicação do Hamas, ele aparece regularmente em vídeos de propaganda do grupo.
Governo de Netanyahu prepara nova fase da guerra
O gabinete de segurança do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu se reúne ainda neste domingo para definir os próximos passos da ofensiva em Gaza. De acordo com oficiais israelenses, a estratégia prevê a evacuação de civis antes de uma entrada mais ampla das tropas terrestres, o que deve ocorrer nas próximas semanas.
Entidades internacionais alertam, no entanto, para os riscos de uma retirada em massa da população. A presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Mirjana Spoljaric, afirmou que outras regiões do enclave não têm capacidade de absorver o fluxo de deslocados, diante da escassez de alimentos, abrigos e suprimentos médicos.
Reféns e pressão interna em Israel
O avanço militar em Gaza também coloca em risco os reféns mantidos pelo Hamas desde o ataque de 7 de outubro de 2023, quando cerca de 1.200 pessoas foram mortas e 251 sequestradas. Atualmente, acredita-se que 20 dos 48 reféns ainda estejam vivos.
Em Israel, protestos têm se intensificado. Em Tel Aviv, milhares foram às ruas no sábado (30) para exigir o fim da guerra e a libertação dos sequestrados. No domingo, familiares de reféns realizaram manifestações em frente às residências de ministros do governo.
Impacto humanitário da guerra
Desde o início da ofensiva israelense, mais de 63 mil palestinos foram mortos em Gaza, a maioria civis, segundo autoridades locais. A escalada militar mergulhou o território em uma grave crise humanitária, destruindo boa parte da infraestrutura e deixando milhões sem acesso adequado a alimentos, água e assistência médica.